Corpo de Bombeiros
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Focos de incêndio em mato dobram em agosto no Estado de São Paulo

No mês, foram 742 queimadas contra 350 no mesmo período do ano passado; uma das explicações está na falta de chuvas

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

03 de setembro de 2019 | 09h30

SOROCABA - Os focos de incêndio em mato mais do que dobraram em agosto deste ano, em comparação com o mesmo mês do ano passado, no Estado de São Paulo. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o mês de agosto terminou com o registro de 742 queimadas no Estado. Em agosto de 2018, tinham sido 350.

Conforme o Inpe, uma das explicações está na falta de chuvas. Agosto foi um mês muito seco, neste ano, em São Paulo. Na capital, por exemplo, caíram apenas 3,3 milímetros de chuva, para a média de 36 mm que caracteriza o mês. Em outras regiões do Estado, os índice pluviométricos variaram entre 3 e 15 mm, muito abaixo da média.

Os incêndios se multiplicaram ao longo do mês. No maior deles, as chamas consumiram ao menos 3 mil hectares, área equivalente a 3 mil campos de futebol, na reserva ambiental Foz do Aguapeí, pertencente à Companhia Energética de São Paulo (Cesp), em Castilho, no extremo oeste paulista. O combate às chamas durou cinco dias. Os danos ambientais ainda são calculados.

Outra queimada teve um resultado trágico. No dia 31 de agosto, a fumaça do fogo em área de mato invadiu a pista e causou um acidente entre um caminhão e uma van que transportava pacientes de hemodiálise, em Mirandópolis, também no interior. Cinco pessoas morreram - quatro no local do acidente, uma após ser levada ao hospital. A polícia investiga as causas do acidente e, também, possíveis responsáveis pela queimada.

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