Vinte e cinco primatas correm risco de extinção, aponta relatório

Vinte e cinco espécies dos parentes vivos mais próximos dos seres humanos --símios, macacos e lêmures-- precisam de proteção urgente contra extinção, afirmou um relatório de grupos internacionais de conservação nesta segunda-feira.

ALISTER DOYLE, Reuters

15 Outubro 2012 | 14h06

Muitos dos primatas, desde o macaco-aranha de cabeça marrom equatoriano ao gibão de crista preta oriental da China e do Vietnã, estão sob ameaça em consequência da destruição humana das florestas, a caça e o comércio ilegal de animais silvestres.

O estudo diz que cinco dos 25 primatas mais ameaçados são da África, seis da ilha de Madagascar, no oceano Índico, nove da Ásia e cinco da América do Sul, incluindo o macaco-prego Ka'apor, no Brasil.

"Parentes vivos mais próximos da humanidade... estão à beira da extinção e necessitam de medidas urgentes de conservação", alertou o relatório feito por grupos como a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

Lêmures em Madagascar estão entre os mais ameaçados depois de anos de instabilidade política na ilha, disse Christoph Schwitzer, chefe de pesquisa da Fundação Bristol de Conservação e Ciência, um dos autores do estudo.

"O lêmure mais raro, o lêmure desportista do norte, diminuiu agora para 19 animais conhecidos na natureza", afirmou o relatório, apresentado de forma a coincidir com uma reunião da Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica em Hyderabad, na Índia.

O tarsier pigmeu de Sulawesi, na Indonésia, era conhecido por apenas três espécimes até 2008, mas desde então outros quatro foram encontrados no meio selvagem.

Os cientistas disseram que a conservação dos primatas, dos quais há 633 espécies conhecidas, é importante para a natureza.

Primatas "muitas vezes servem como dispersores de sementes e ajudam a manter a diversidade da floresta", explicou Russell Mittermeier, membro do grupo de especialistas em primatas da IUCN e presidente da Conservação Internacional.

Mais conteúdo sobre:
AMBIENTE PRIMATAS EXTINCAO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.