Vice-premiê da China defende reformas para economizar energia

A China tem de acelerar as reformas na tributação dos recursos para combater a poluição e também tornar a economia de energia uma prioridade que evite a arriscada dependência do fornecimento externo, disse o vice-primeiro-ministro Li Keqiang, em um discurso divulgado nesta sexta-feira.

CHRIS BUCKLEY, REUTERS

11 de fevereiro de 2011 | 09h53

Apesar de o abrangente pronunciamento sobre a política ambiental do país ter sido feito em dezembro por Li, provável sucessor do primeiro-ministro Wen Jiabao em 2013, a mídia estatal só reportou as declarações mais de um mês depois.

No discurso em um evento para autoridades e cientistas, Li enfatizou o quanto a questão energética é crítica para a política externa e as metas econômicas da China, as quais serão apresentadas em um plano de cinco anos a ser aprovado pelo Parlamento no mês que vem.

Mas a China não poderá se livrar da dependência do carvão, observou Li, mesmo num momento em que enfrenta crescente pressão internacional por causa de suas emissões de gases do efeito estufa decorrentes de combustíveis fósseis, os quais contribuem para o aquecimento global, segundo uma transcrição do discurso num jornal oficial sobre meio ambiente, do Ministério da Proteção Ambiental.

"Será muito difícil alterar fundamentalmente nossa infra-estrutura de fornecimento energético, que é baseada no consumo de carvão", disse Li, observando que essa matéria-prima responde por 70 por cento das necessidades energéticas da China.

Ele não entrou em detalhes sobre as políticas que a China adotará para atingir as metas de redução da poluição e aumento da conservação de energia, mas disse que o governo deveria se concentrar em garantir que "os poluidores paguem".

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