Alex Brandon/AP
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Vento e marés devem empurrar óleo litoral a dentro no fim de semana

Biólogos resgatam o primeiro pássaro afetado; pesca do camarão é antecipada

Associared Press

30 Abril 2010 | 14h19

O petróleo de um enorme vazamento no Golfo do México está chegando às praias e à foz do rio Mississippi nesta sexta-feira. O mar e as condições meteorológicas poderão empurrá-lo rapidamente sobre áreas ambientalmente frágeis, e autoridades tentam, freneticamente, conter o que poderá ser o pior desastre ambiental dos EUA em décadas.

 

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Cerca de 795.000 litros de petróleo estão sendo lançados a cada dia de um poço perfurado pela plataforma  Deepwater Horizon, operada pela empresa BP, e que explodiu em 20 de abril, afundando mais tarde na costa da Louisiana. 

 

Ao mesmo tempo em que o óleo começava a chegar ao litoral da Louisiana, o Serviço Meteorológico Nacional previa ventos, maré alta e ondas até domingo, que poderão empurrar o óleo para o interior das enseadas e lagunas que marcam o sudeste do Estado. Marés muito mais altas que o normal estão empurrando as ondas em direção á costa, e tempestades são esperadas para esta sexta-feira.

 

Equipes de resgate já limparam o primeiro pássaro atingido pelo óleo. Funcionários do Resgate e Pesquisa de Pássaros disseram ter encontrado o jovem animal no mar, não na praia. O óleo faz grudar as penas das aves marinhas, deixando-as sem isolamento térmico, e quando os animais tentam se limpar com, o bico, acabam engolindo o petróleo.

Na quinta-feira, a mancha tinha 113 km por 210 km. O dado ainda seria atualizado nesta sexta.

 

O governador da Louisiana, Bobby Jindal, declarou estado de emergência. Ele pediu ao governo federal o apoio de 6.000 homens da Guarda Nacional.

Uma temporada extraordinária de pesca de camarão foi aberta, para permitir que os pescadores recolham o crustáceo antes que o óleo chegue.

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