Vencedores do Nobel da Paz pedem que Rússia solte ativistas

Eles apelaram ao presidente Vladimir Putin para que retire as acusações; brasileira está entre os presos

Lucas Azevedo, Especial para o Estado / PORTO ALEGRE, O Estado de S.Paulo

18 Outubro 2013 | 02h07

"Eu amo a Rússia, mas me deixem voltar para casa." Foi com essa frase escrita em um cartaz, em inglês, que a ativista brasileira Ana Paula Maciel pediu às autoridades russas que a libertem da prisão, que já dura 28 dias naquele país. Nessa quinta-feira, 17, apelação dos advogados do Greenpeace para que Ana Paula possa responder à acusação de pirataria em liberdade provisória foi adiada. A justificativa alegada foi "problemas de tradução".

Ana Paula foi presa no dia 19 de setembro, no Oceano Ártico, em uma ação do grupo que tentava subir em uma plataforma de petróleo. Ela e mais 29 ativistas de diversas nacionalidades acabaram detidos, acusados pelo governo russo de pirataria.

A prisão do grupo ganhou repercussão mundial. Ontem, a chanceler alemã Angela Merkel telefonou ao presidente russo, Vladimir Putin, manifestando preocupação sobre o caso.

Onze ganhadores do Nobel da Paz escreveram uma carta a Putin pedindo a liberdade dos ativistas. São eles: Desmond Tutu (África do Sul), Betty Williams (Irlanda do Norte), Oscar Arias Sanchez (Costa Rica), Jody Williams (EUA), Leymah Gbowee (Libéria), Tawakkol Karman (Iêmen), Rigoberta Menchu Tum (Guatemala), Mairead Maguire (Irlanda), Shirin Ebadi (Irã), Jose Ramos Horta (Timor Leste), Adolpho Perez Esquivel (Argentina).

Exagero. Na correspondência, eles solicitam que Moscou faça "tudo o que puder" para a liberdade dos presos, e chamam as acusações de pirataria de "exageradas". "A exploração de petróleo no Ártico é uma atividade de altíssimo risco. Um eventual vazamento de óleo ali teria um impacto catastrófico em uma das regiões mais ricas, bonitas e preservadas do planeta", endossaram os ganhadores do Nobel.

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