Vazamento detectado corresponde a poço abandonado, afirmam EUA

Cinco vazamentos de menor importância na boca do poço Macondo são 'parecidos com goteira', diz almirante

Efe

21 Julho 2010 | 14h38

WASHINGTON - O vazamento detectado nos arredores do poço Macondo, local do acidente ocorrido em 20 de abril no Golfo do México, corresponde a um poço abandonado, afirmou nesta quarta-feira, 21, o governo dos Estados Unidos.

Em sua entrevista coletiva diária, o almirante Thad Allen, que coordena o combate ao vazamento, informou que autorizou a BP, proprietária do poço e responsável pelo derramamento de óleo, a fazer testes por mais 24 horas para determinar a solidez da estrutura do poço Macondo após a instalação há 10 dias de uma nova estrutura de contenção.

Os cinco vazamentos de menor importância detectados na boca do poço são "mais parecidos com uma goteira" do que com um vazamento de importância, disse Allen. Segundo o almirante, esses vazamentos não indicam que a estrutura do poço tenha sofrido danos.

O derramamento mais importante, que foi detectado a três quilômetros do poço Macondo e tinha despertado mais preocupação entre as equipes, "está na realidade mais perto do poço abandonado do que de Macondo", explicou Allen.

"Não é raro que haja vazamentos nos arredores de poços abandonados", declarou. Segundo dados oficiais, há mais de 25 mil poços abandonados no leito marinho do Golfo do México.

A BP revelou que pensa em um novo método para vedar o poço Macondo, com a injeção de lodo pesado na boca do poço desde a superfície marinha. Esse método, batizado de 'Static Kill' ('Morte Estática', em tradução livre), será estudado nos próximos dois dias. Depois disso, a empresa britânica tomará uma decisão.

A companhia já tinha tentado injetar uma mistura de cimento e lodo pesado para vedar o poço, sem sucesso, em maio. O atual procedimento é similar ao anterior. A diferença é que agora a BP conta com um aparelho de contenção sobre o poço, que o mantém fechado e que permitiria a injeção da mistura sob pressão e velocidade baixas, com maiores chances de sucesso.

Mais de 90 dias depois do acidente na plataforma Deepwater Horizon, a principal preocupação do governo dos EUA é que a estrutura subterrânea do poço esteja danificada e que o petróleo esteja penetrando em diversos pontos do solo marinho.

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