União Europeia pede compromissos maiores aos EUA e à China

Ministro sueco diz que UE espera um acordo mais ambicioso, construído sobre os fundamentos de Kyoto

EFE

16 Dezembro 2009 | 13h02

A União Europeia (UE) apelou hoje à China e aos Estados Unidos, os principais países que poluem, a assumir maiores compromissos para conseguir o objetivo da cúpula da ONU sobre mudança climática (COP15), em Copenhague, de limitar o aumento da temperatura a 2 graus centígrados até o final do século.

 

Da vontade desses países de reduzir suas emissões de dióxido de carbono depende "o êxito ou o fracasso dos esforços de manter o aquecimento global abaixo de 2 graus", disse hoje o ministro do Meio Ambiente sueco, Andreas Carlgren, que fez um discurso na cúpula em nome da UE. Carlgren, cujo país preside este semestre a União Europeia, pediu que os dois utilizem "todo seu potencial" para este fim.

 

O ministro disse que a UE espera um acordo global da cúpula, mais ambicioso e com maior participação que o Protocolo de Kyoto de 1997, que agora só abrange 37 países industrializados, e que seja

legalmente vinculativo para todos. "Queremos um acordo construído sobre os fundamentos de Kyoto. Mas o protocolo, por si só, cobre apenas um terço das emissões globais e não será suficiente para ganhar a batalha contra a mudança climática", disse.

 

A cúpula de Copenhague deve aprovar um novo acordo que suceda o Protocolo de Kiyoto, cujo primeiro período de compromisso expira em 2012. No entanto, a reunião de Copenhague está paralisada por causa das diferenças sobre a redução das emissões e o financiamento necessário para mitigar a mudança climática, e se adaptar aos efeitos do aquecimento global.

 

Também devido aos temores de países em desenvolvimento e emergentes, como a China, de uma "agenda oculta" para acabar com Kyoto, que não fixava para estes países objetivos vinculativos. Um novo acordo global seria uma forma de incorporar os EUA, que, na época, não ratificou o Protocolo de Kyoto.

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