OLIVER HOSLET/EFE
OLIVER HOSLET/EFE

União Europeia deseja resultado equilibrado em Cancún

Para Connie Hedegaard, da Comissão Europeia do clima, falta de avanços na COP-16 poderia fazer alguns países 'perderem a paciência'

EFE

29 Novembro 2010 | 18h20

BRUXELAS - A comissária da União Europeia de Ações para o Clima, Connie Hedegaard, afirmou nesta segunda-feira que espera que a COP-16 do Clima, que começou no mesmo dia em Cancún, México, suponha avanços e resulte em um “pacote equilibrado, pois caso contrário alguns países começarão a perder a paciência”.

 

Segundo Hedegaard, isso implicaria em obrigações tanto para os países em desenvolvimento como para as nações industrializadas, independentemente se ratificaram ou não o Protocolo de Kyoto.

 

Em entrevista coletiva na sede do Conselho Europeu em Bruxelas, a comissária recordou que a reunião de Cancún só vai durar doze dias, durante os quais os países deverão dedicar grande esforço político para conseguir progressos. Neste contexto, pediu iniciativa das nações que não cumpriram as promessas de financiamento aos países em desenvolvimento para que o façam, mas evitou mencionar a Itália como responsável pela falta de fundos.

 

O bloco europeu tinha se comprometido a entregar, neste ano, € 2,4 bilhões para ajudar as nações menos avançadas a reduzir emissões e se adaptar às mudanças climáticas. Até agora, a Itália não entregou a quantidade que havia prometido.

 

“Até o momento, podemos provar que já foram concedidos € 2,2 bilhões. Ainda restam € 200 milhões, e só nos resta pedir aos governos que tentem garantí-los”, declarou Hedegaard. "É absolutamente essencial que, em Cancún, o mundo desenvolvido assuma seus compromissos de financiamento previstos em Copenhague”. A comissária ainda reconheceu que "a UE está quase cumprindo" com o seu. Além da parcela de ajuda para este ano, a União Europeia promete € 7,2 bilhões para o triênio 2010-2012, aporte que a comissária também garante.

 

A comissão reafirmou hoje a disponibilidade da UE para aumentar a sua meta de redução de emissões para 2020 de 20% para 30% em relação a 1990, se os parceiros internacionais se dispuserem a fazer esforços comparáveis.

 

Definir metas de redução de CO2 para setores como transportes aéreos e marítimos, discussão que tinha ficado de fora em Kyoto, deve ser pautada em Cancún, segundo a Comissão de Clima da UE. Ainda de acordo com Hedegaard, adaptações às alterações climáticas, transferência de tecnologia, reforma do mercado de carbono e da luta contra a desmatamento também são tópicos fundamentais para as negociações.

 

A COP-16 do Clima é vista por líderes políticos como uma etapa intermediária antes da reunião de 2011, na África do Sul.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.