Anatoly Maltsev/EFE
Anatoly Maltsev/EFE

Último ativista dos '30 do Ártico' é libertado e volta para casa

O polonês Tomasz Dziemianczuk embarcou neste domingo no aeroporto de Moscou após conseguir anistia do governo russo

O Estado de S. Paulo

29 Dezembro 2013 | 13h24

O último dos 30 ativistas do Greenpeace presos na Rússia foi libertado e segue de volta para seu país neste domingo, 29. Sob custódia do governo russo desde setembro, o polonês Tomasz Dziemianczuk embarcou hoje no aeroporto de Moscou depois de receber o visto de saída do Serviço Federal de Migração. Assim como os outros 29 manifestantes, ele foi anistiado de todas as acusações.

A brasileira Ana Paula Maciel e outros 25 integrantes do grupo que não são russos deixaram o país neste fim de semana, segundo comunicado do Greenpeace. Ana Paula chegou ao Brasil neste sábado às 7h05, vinda de Frankfurt e, em entrevista à imprensa no Aeroporto Internacional de Guarulhos, ela falou que aquele foi o "voo de sua liberdade."

Entre os ativistas preso, além de Ana Paula, haviam cinco britânicos, um canadense, um sueco, dois holandeses, um polonês e dois argentinos. Após decisão do parlamento russo eles foram inocentados de todas as acusações e libertados da prisão.

Conhecidos como os "30 do Ártico", eles foram presos, em setembro, após um protesto com o navio Arctic Sunrise próximo a uma plataforma de petróleo da empresa Gazprom, onde queriam estender uma faixa. O Greenpeace alegou que a manifestação havia sido pacífica e em águas internacionais. No entanto, a promotoria acusou os ativistas de vandalismo, que poderia levar a 7 anos de prisão.

O caso ganhou repercussão internacional e recebeu o apoio da presidente Dilma Rousseff que pediu a libertação dos manifestantes. Então, o governo russo voltou atrás e concedeu anistia a todos os envolvidos, no dia 20 de novembro. /COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS.

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