UE não chega a acordo sobre fundo de ajuda climática

A ajuda financeira dos países ricos é um dos pontos de divergência das discussões do efeito estufa

Reuters,

20 Outubro 2009 | 16h30

Os ministros de finanças da União Europeia (UE) falharam, nesta terça-feira, 20, em sua última tentativa de criar um fundo climático global para ser apresentado na reunião sobre aquecimento global prevista para de Copenhague, neste ano. A tarefa agora deve ficar a cargo de chefes de governo da UE.

 

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A ajuda financeira dos países ricos é um dos pontos de divergência das discussões climáticas marcadas para a capital dinamarquesa em dezembro. O objetivo é encontrar um substituto para o Protocolo de Kyoto - que visa à redução de emissões de gases de efeito estufa - quando ele expirar, em 2012.

 

 "Não conseguimos chegar a uma conclusão", afirmou o ministro das finanças sueco, Anders Borg, cujo país está à frente da presidência rotativa do bloco de até o fim do ano.

 

"É um resultado desanimador. No final, o assunto terá que ser levado ao Conselho Europeu (de líderes da UE) no fim de outubro."

 

Países pobres dizem que não conseguem cortar as emissões e se adaptar às mudanças de temperatura sem a ajuda das nações industrializadas, que se desenvolveram alimentando suas indústrias com hidrocarbonetos e poluindo a atmosfera.

 

A Comissão Europeia (o órgão executivo da UE) sugeriu no mês passado que o bloco disponibilize 15 bilhões de euros por ano até 2020.

 

Segundo a Comissão, para provar que são sinceras em seus esforços, nações ricas também devem oferecer de 5 a 7 bilhões de euros por ano, em fundos de liberação rápida, nos três anos anteriores à implementação do acordo de Copenhague.

 

"Não conseguimos definir a alocação interna que desejam alguns países… e compensar internamente nações que podem estar mais sobrecarregadas que a média", afirmou o secretário de finanças Joerg Asmussen.

 

"Eu adverti contra colocar números completos sobre a mesa cedo demais", acrescentou.

O ministro das Finanças de Luxemburgo, Luc Frieden, disse que foi suficiente o fato de os países europeus terem esboçado suas intenções.

 

"Colocar números neste texto agora seria preferível, mas não essencial", disse. "O essencial é que queremos uma resposta europeia e que a Europa tenha um papel de líder na luta contra as mudanças climáticas."

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