Thierry Roge/Reuters - 14/12/2009
Thierry Roge/Reuters - 14/12/2009

UE e Indonésia pedem 'esforço final' contra mudança climática

Líderes dizem que nações devem 'chegar ao limite de suas possibilidades' para alcançar acordo em Copenhague

Efe,

14 Dezembro 2009 | 15h18

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, e o da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, pediram nesta segunda-feira, 14, "um esforço final" a países desenvolvidos e em desenvolvimento para que a Cúpula das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP15), realizada em Copenhague, não seja um fracasso.

 

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Os dois líderes ressaltaram, em entrevista coletiva conjunta, que todos os atores internacionais devem chegar ao limite de suas possibilidades se quiserem evitar que a temperatura do planeta suba mais que dois graus centígrados.

 

"Temos que pedir a todos que façam um esforço", disse Barroso, e assegurou que o mundo industrializado está disposto a assumir sua responsabilidade por ter sido o principal causador da mudança climática.

 

"Certamente aceitamos que devemos atuar de acordo com o princípio de responsabilidade e capacidade diferenciadas", explicou Barroso, e esclareceu que, por "uma questão moral e de justiça climática", "os países que tiverem contribuído com o aquecimento global mais que outros também deverão agora fazer maiores esforços".

 

No entanto, o presidente da Comissão Europeia ressaltou que deve ser levado em conta que "alguns países em desenvolvimento, apesar de terem um Produto Interno Bruto (PIB) per capita relativamente mais baixo que o dos Estados Unidos ou da União Europeia (UE)", em termos absolutos, têm um impacto no clima "extremamente grande".

 

"Os países desenvolvidos devem tomar a iniciativa em financiamento e os que estão em desenvolvimento devem se comprometer totalmente a definir objetivos mais concretos e planos de ação", disse, por sua parte, Yudhoyono.

 

O presidente indonésio afirmou que "os países desenvolvidos devem fornecer recursos", mas disse estar "totalmente de acordo" em que todas as ações empreendidas pelas nações em desenvolvimento devem "ser concretas e controladas para alcançar o objetivo final: a segurança de nosso planeta".

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