UE diz que pacto climático é insuficiente e quer acordo até 2015

Mundo precisa de projeto muito mais ambicioso para cortar as emissões de gases-estufa, disseram negociadores da União Europeia

AGNIESZKA FLAK E JON HERSKOVITZ, REUTERS

28 Novembro 2011 | 15h38

O mundo precisa de um projeto muito mais ambicioso para cortar as emissões de gases-estufa do que o Protocolo de Kyoto, disseram os negociadores da União Europeia para o clima nesta segunda-feira, pedindo que um acordo global seja alcançado até 2015 e colocado em prática até 2020.

O tempo está acabando para salvar o Protocolo de Kyoto, que estabelece cortes legalmente vinculantes nas emissões para a maioria das grandes economias e foi criado para reduzir as emissões de gases do efeito estufa, que causam o aquecimento global, o aumento nas condições climáticas extremas e a perda de plantações.

"Kyoto sozinho não é capaz de salvar o planeta... os países estão fugindo do Protocolo de Kyoto", disse o negociador climático europeu Artur Runge-Metzger em uma entrevista coletiva em Durban.

A UE está disposta a se comprometer com um segundo período de compromisso do Protocolo de Kyoto, mas outros signatários - incluindo Rússia, Japão e Canadá - não. A UE afirmou que qualquer acordo será praticamente sem sentido caso não seja assinado pela maioria dos emissores.

Adotado em 1997, o acordo entrou em vigor em 2005 e cobre apenas cerca de 15 por cento das emissões globais atuais. O primeiro período de compromisso termina no ano que vem. Os Estados Unidos, o segundo maior emissor mundial depois da China, nunca o ratificaram.

Grandes países em desenvolvimento, como China, Índia e Brasil, não foram cobertos pelo primeiro período do Protocolo de Kyoto, pois eram classificados de economias emergentes. Suas emissões cresceram bastante depois disso.

Conferências climáticas em Copenhague, em 2009, e em Cancún, em 2010, terminaram sem um plano para um novo acordo global e os analistas não acreditam venham a ocorrer avanços em Durban.

O maior obstáculo é fazer com que EUA e China cheguem a um acordo. Os dois têm divergido há anos. Washington afirma que não selará nenhum acordo que não inclua Pequim e Pequim não está disposta a se comprometer antes de qualquer iniciativa dos EUA.

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