UE diz que falta ambição a EUA e Rússia em corte de emissões

No entanto, esforços de países como Japão e Austrália foram reconhecidos na luta contra o aquecimento global

Efe,

04 Novembro 2009 | 17h11

O comissário de Meio Ambiente da União Europeia (UE), Stavros Dimas, acusou nesta quarta-feira, 4, Estados Unidos, Rússia, Canadá e Ucrânia de não adotarem "compromissos suficientemente ambiciosos" em redução de emissões de dióxido de carbono (CO2) e luta contra a mudança climática.

 

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Por outro lado, Dimas reconheceu o esforço de países como Japão e Austrália, que se ofereceram para alcançar em 2020 um corte de emissões de 25% em relação aos níveis de 1990.

 

O comissário europeu discursou hoje na reunião da Comissão de Meio Ambiente do Parlamento Europeu sobre as negociações para conseguir um acordo internacional na cúpula de Copenhague (7 a 18 de dezembro), que permita que a temperatura do planeta não se eleve além de dois graus centígrados.

 

Para ele, a União Europeia (UE) tem que dar exemplo e sua contribuição ao financiamento público internacional deve ser de pelo menos 2 bilhões de euros anuais a partir de 2020.

 

Dimas anunciou que a Comissão Europeia (órgão executivo da UE) deve apresentar uma oferta conjunta dos países membros às ajudas que comecem a ser concedidas a partir de 2013 e que estabelecerá um fundo para o clima, assim como um mecanismo para tramitar a contribuição direta do bloco.

 

Em relação ao bloqueio ontem das negociações sobre mudança climática em Barcelona (Espanha) por parte de um grupo de países africanos, Dimas disse estar do lado deles, embora tenha ressaltado que não é um movimento adequado na atual etapa de negociações.

 

Vários países africanos paralisaram ontem as negociações sobre mudança climática prévias à cúpula de Copenhague e conseguiram, portanto, que os Estados ricos estudem reduzir mais suas emissões de CO2 perante a reunião na capital dinamarquesa.

 

Na opinião do comissário, países como Sudão, Arábia Saudita e Venezuela foram os principais artífices do movimento, apesar de ter sido atribuído apenas a países africanos.

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