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UE diz que cumprirá metas de Kyoto se adotar novas medidas

O UE-15 deve atingir uma redução de 11,4% em 2010 - superando Kyoto - caso sejam implantadas as medidas

Jeff Mason , REUTERS

27 de novembro de 2007 | 11h48

Os 15 países originais da União Européia (UE) que assumiram o compromisso de, juntos, cortarem em 8%, até 2008-2012, as emissões de gases do efeito estufa conseguirão atingir essa meta caso adotem medidas suplementares, afirmou na terça-feira a Comissão Européia (Poder Executivo da UE). Segundo o órgão, as emissões do UE-15 devem cair 7,4% em 2010 quando comparadas com os patamares usados como referência - geralmente os de 1990 - e fixados pelo Protocolo de Kyoto, o acordo internacional de combate às mudanças climáticas. Essas projeções, feitas por governos dos países da UE, baseiam-se nas medições atuais, na compra de créditos de emissão conforme prevê Kyoto e nos planos para criar "escoadouros de carbono" por meio de florestas que sugam o gás carbônico (CO2), o principal dos gases do efeito estufa. O UE-15 deve atingir uma redução de 11,4% em 2010 - superando a meta de Kyoto - caso sejam implantadas medidas adicionais como a inclusão do setor aeroviário no esquema de comércio de cotas de emissão do bloco. "As mais recentes projeções mostram que a meta de Kyoto será atingida uma vez que os Estados-membros tenham adotado e implementado as ações adicionais discutidas atualmente", afirmou o comissário do Meio Ambiente da UE, Stavros Dimas, em um comunicado. "Portanto, conclamo-os a fazerem isso prontamente." A maior parte dos 27 países-membros do bloco também possui metas para reduzir as emissões em 6% a 8% em relação aos níveis de anos-base específicos. Apenas Malta e Chipre não adotaram metas compulsórias. A Comissão afirmou ainda que os países ameaçados de não cumprirem sua parte no corte das emissões estudam medidas para reverter esse quadro. A UE comprometeu-se, neste ano, em reduzir as emissões de gases do efeito estufa, até 2020, em ao menos 20 por cento quando comparadas aos níveis de 1990. Ela defenderá essa meta, junto com a promessa de diminuir suas emissões em 30 por cento caso outros países adotem medidas semelhantes, nas negociações internacionais sobre o clima marcadas para acontecer na Indonésia, em dezembro.

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