UE acha difícil firmar posição sobre clima antes de Copenhague

Os países da União Europeia (UE) estão encontrando dificuldades em chegar a uma posição comum para apresentar durante a conferência climática em Copenhague, em dezembro, indicaram documentos preliminares na sexta-feira.

PETE HARRISON E JAN STRU, REUTERS

16 Outubro 2009 | 14h56

Os documentos preparados para reuniões com ministros das Finanças e do Meio Ambiente revelaram o silêncio da UE sobre a possibilidade de aumentar a ajuda relacionada ao clima aos países em desenvolvimento, depois de conversas iniciais sobre o pagamento de até 15 bilhões de euros (22,4 bilhões de dólares) por ano.

Países pobres liderados por China e Índia afirmam que não são capazes de cortar as emissões e de se adaptar às temperaturas em mudança sem o auxílio dos países industrializados, que ficaram ricos alimentando sua indústria com hidrocarbonetos e poluindo a atmosfera.

O relatório preliminar para os ministros das Finanças apenas cita os números como "uma estimativa útil para os esforços gerais públicos e privados" e aponta "o nível de incerteza de tais números".

E um memorando para ministros do Meio Ambiente evita mencionar o dinheiro. Alguns países estão preocupados em mostrar a posição da UE muito precocemente nas negociações num acordo a ser selado em Copenhague entre 7 e 18 de dezembro.

A Comissão Europeia, braço executivo da UE, sugeriu no mês passado que o bloco fornecesse entre 2 e 15 bilhões de euros por ano até 2020 a fim de quebrar o impasse entre ricos e pobres.

Outras regiões desenvolvidas ainda não apresentaram suas propostas às vésperas da conferência em Copenhague, que tem por objetivo chegar a um acordo sobre um novo plano global para evitar ondas de calor, incêndios florestais e a elevação do nível das marés que atingirão de forma mais dura os países pobres.

Também surgiram rachas relacionados ao plano da UE para os cortes nas emissões. O bloco europeu de 27 países havia prometido cortar suas emissões em 20 por cento abaixo dos níveis de 1990 até 2020, e aumentar os cortes para 30 por cento, se outras regiões ricas tomassem medidas similares.

Romênia e Eslováquia, no entanto, propuseram passar o aumento para um número 30 por cento menor da conclusão anterior, indicaram documentos obtidos pela Reuters. A Romênia também questiona a proposta de cortar as emissões em até 95 por cento até 2050.

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