Bob Strong / Reuters
Bob Strong / Reuters

UE acena para corte de 30% nas emissões na próxima década

Anúncio foi feito por Sarkozy e Brown; esboço do acordo da ONU pede ação dos países em desenvolvimento

Agência Estado,

11 Dezembro 2009 | 09h26

O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, defenderam nesta sexta-feira, 11, que a União Europeia corte suas emissões em 30% ao longo da próxima década, tomando por base os níveis de 1990. Os países da UE já se comprometeram com uma redução de 20% nas emissões até 2020, que pode subir para 30%, caso os países em desenvolvimento façam ofertas similares nas conversas em Copenhague.

 

Brown e Sarkozy realizaram entrevista coletiva conjunta em Bruxelas. Brown também disse que os dois países oferecerão 1,5 bilhão de libras, ao longo dos próximos três anos, para um fundo de combate às mudanças climáticas.

 

No outro fato relevante desta sexta-feira em Copenhague, um rascunho de um acordo climático do COP-15 afirma que os países em desenvolvimento devem tomar medidas para limitar suas emissões de gases causadores do efeito estufa. O texto prevê que as emissões de gases do efeito estufa deverão ser reduzidas entre 75% e 95% até 2050, comparados aos níveis de 1990. A minuta também cita que a temperatura da Terra não suba mais que entre 1,5º e 2º Celsius, comparando-se ao níveis anteriores à Era Industrial.

 

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Já os países ricos devem se comprometer com metas com força de lei para reduzir suas emissões de gases causadores do efeito estufa, defende o documento.

 

A meta internacional de reduzir as emissões de CO2 para conter a mudança climática "deveria ser baseada no melhor conhecimento científico disponível e apoiada por metas de médio prazo para reduções da emissão, levando em conta responsabilidades históricas", sustenta o texto, datado de 11 de dezembro.

O rascunho é a primeira tentativa oficial de se trabalhar por um acordo final para o combate ao aquecimento global no encontro, na primeira das duas semanas de duração da conferência.

 

Os países desenvolvidos devem fornecer tecnologia e recursos para auxiliar os em desenvolvimento na luta contra a mudança climática, nota o texto. Além disso, as nações industrializadas devem cortar suas emissões em pelo menos 25% até 2020, comparando-se com os níveis de 1990, com a possibilidade de um corte "na ordem de 30%", ou mesmo maior.

 

Os países em desenvolvimento - uma definição que normalmente inclui importantes economias em desenvolvimento, como China, Índia e Brasil - não terão metas específicas com força de lei, mas "devem tomar ações autônomas" para enfrentar o problema. Isso poderia implicar uma redução nas emissões nesses países da ordem de 15% a 30% até 2020, segundo essa versão.

 

(Com Dow Jones e Efe)

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