Ucrânia começa construção de novo sarcófago para Chernobil

Com um período de vida útil de cem anos, estrutura terá sistemas de controle de segurança de última geração

Efe

23 de setembro de 2010 | 12h00

KIEV - Ucrânia começou nesta quinta-feira, 23, a construção de um novo sarcófago sobre o quarto reator da usina nuclear de Chernobil, cenário em 1986 da maior catástrofe da história no uso pacífico da energia atômica.

 

"Já foram colocados dez dos 12 alicerces do novo sarcófago", disse à agência Efe em uma conversa telefônica um porta-voz da central.

 

Acrescentou que o primeiro vice-primeiro-ministro ucraniano, Andriy Klyuev, efetuará hoje uma visita para supervisionar o início das obras.

 

Desde 1992, seis anos depois da catástrofe, as autoridades ucranianas têm como objetivo transformar a instalação que cobre o reator destruído em um sistema ecologicamente seguro.

 

Segundo o projeto, a construção, denominado "novo sarcófago seguro", será erguida no formato de arco, com altura de 108 metros e longitude de 150 metros, cobrindo toda a atual instalação.

 

A estrutura incluirá áreas de desativação, fragmentação e empacotamento, eclusas de embarque sanitário e oficinas, entre outros setores, e o sarcófago, com um período de vida útil de cem anos, contará com sistemas de controle de segurança de última geração.

 

Além disso, será instalado um guindaste para realizar o desmantelamento das construções instáveis.

 

Para hoje está prevista a conclusão do descarregamento de combustível do terceiro bloco, que começou em 22 de janeiro, condição necessária para desenvolver o projeto do novo sarcófago.

 

Em setembro de 2007, o consórcio francês Novarka assinou um contrato para construir em cinco anos o segundo sarcófago sobre o reator acidentado número quatro da central de Chernobil.

 

Pelos últimos cálculos, o projeto tem um orçamento de 1,4 bilhão de euros, dos quais um dos principais doadores é a Comissão Europeia, com uma contribuição superior a 200 milhões de euros, assim como o Grupo dos Oito (G8, que reúne os principais países ricos) e inúmeros países da União Europeia e de outras regiões do mundo.

 

O atual sarcófago que cobre o quarto reator da planta apresenta fendas por onde ocorrem fugas radioativas.

 

Ucrânia se propõe a desativar totalmente a planta e o território adjacente até o ano 2018, e enterrar para sempre com ajuda da companhia americana Holtec International as 200 toneladas de combustível nuclear existente na central.

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