Trio de tempestades avança pelo oceano Atlântico

Três tempestades potencialmente perigosas avançam na terça-feira sobre o oceano Atlântico, sendo que uma delas, chamada Karl, ameaça as instalações petrolíferas mexicanas na baía de Campeche.

TOM BROWN, REUTERS

14 de setembro de 2010 | 20h36

No extremo leste do Atlântico, a tempestade Julia ganhou força e se tornou o quinto furacão do ano. A tempestade Igor continua na perigosa categoria 4 da escala Saffir-Simpson, que vai até 5.

Nenhum dos dois furacões representa uma ameaça imediata a terras ou zonas de produção energética, mas o Igor pode ameaçar a ilha de Bermuda até o fim de semana.

A tempestade Karl, localizada 435 quilômetros a leste de Chetumal (México), tem na tarde de terça-feira ventos regulares em torno de 65 quilômetros por hora, segundo o Centro Nacional de Furacões (CNF) dos EUA.

Karl, a 11a tempestade tropical desta temporada no Atlântico, deve cruzar na quarta-feira a península mexicana do Yucatán, entrando então pela baía de Campeche, no extremo sudoeste do golfo do México, antes de avançar para o continente no centro do país.

O sistema não deve atingir as instalações norte-americanas de gás e petróleo na parte norte do golfo do México. Mas os meteorologistas preveem que a tempestade, que segundo alguns modelos climáticos chegará a ser um furacão de categoria 1, pode afetar interesses petrolíferos mexicanos.

A estatal mexicana Pemex disse que ainda não tomou providências, mas está monitorando atentamente a tempestade.

No outro lado do Atlântico, Julia chegou a furacão e continuou ganhando força, com ventos regulares de até 140 quilômetros por hora. Na tarde de terça-feira, ela se afastava lentamente de Cabo Verde na direção oeste-noroeste, segundo o CNF.

Julia ainda pode ganhar força nos próximos dois dias, mas o furacão tende a ser atrapalhado pela aproximação do mais violento furacão Igor, que está mais a oeste no Atlântico, 1.055 quilômetros a leste das ilhas Sotavento, com ventos regulares de até 230 quilômetros por hora.

Depois de avançar para oeste na segunda-feira, Igor fez na terça-feira uma curva para oeste-noroeste, e nos próximos três ou quatro dias deve se dirigir para norte, antes de afinal fazer uma curva para leste.

Dessa forma, deve ficar longe da costa da América do Norte, mas os meteorologistas alertam que ainda é cedo para ter certeza. O CNF disse que o Igor está na categoria 4, mas que deve perder força antes de se aproximar, no sábado, do território britânico de Bermuda.

As ondas causadas pelo Igor devem afetar Porto Rico e as ilhas Virgens na noite de terça-feira e na quarta-feira. Igor é o quarto furacão deste ano a chegar à perigosa categoria 4, como já havia ocorrido com Danielle e Earl.

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