TRÊS PERGUNTAS PARA... José Goldemberg, do Conselho de Sustentabilidade da Fecomércio

1. Qual é a importância de debater com o comércio a política de resíduos? É relevante, porque logística reversa é algo que acaba passando por alguma loja em algum lugar. E, pela lei, esse produto vai ter de voltar de alguma maneira por essas lojas para ser reciclado e disposto de uma maneira regular em aterros sanitários. Isso está começando no Brasil, mas já existe em alguns setores, funciona muito bem e é rentável. Por exemplo, no setor de latinhas de alumínio, o Brasil é campeão em reciclagem. Isso precisa ser estendido a todos os setores. E o prazo já está aí, em agosto.

O Estado de S. Paulo

28 de maio de 2014 | 21h47

2. Qual é a maior dificuldade? Ainda há um problema de educar as pessoas. É uma tarefa hercúlea. É preciso que o poder público tome medidas que mobilizem a sociedade a lidar com o problema. Acho que um caminho é o que a Prefeitura de São Paulo está fazendo, de investir em reciclagem. A meta é passar dos atuais 2% para 10%. Com isso vai ser oferecida uma quantidade cada vez maior de produtos reciclados para a sociedade, que vão poder ser vendidos. E isso vai acabar demonstrando que reciclagem não é algo que se faz por curiosidade intelectual, mas é porque dá dinheiro.

3. O senhor acredita que o comércio está preparado? Esse é um problema que foi levantado no seminário. Se o comércio não se mobilizar, o Ministério Público estará vigilante. Em agosto deste ano várias metas da lei vão vencer. Alguns setores estão fazendo, mas outros só têm acordos muito teóricos, precisa mudar isso.

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