Toneladas de material radioativo aparecem em rio do Congo

Área atingida fica perto da aldeia de onde saiu o urânio para as primeiras bombas atômicas do mundo

08 de novembro de 2007 | 16h06

Cerca de 17 toneladas de um material radioativo não identificado foram encontradas em um rio do sul do Congo, uma área de mineração, informam autoridades.   O ministro do Meio Ambiente, Didace Pembe, disse que uma investigação está em andamento, e que por enquanto não há detalhes. "Há muita especulação", disse ele por telefone de Likasi, cidade próxima do local onde o material foi encontrado.   Likasi não fica longe da vila de Shinkolobwe, que forneceu o urânio para as bombas atômicas jogadas pelos Estados Unidos no Japão, no final da 2ª Guerra Mundial.Embora a mina principal de Shinkolobwe tenha sido fechada por autoridades belgas e lacrada com concreto em 1960, ainda é possível encontrar urânio na região, e milhares de mineiros ainda trabalham na área, a despeito de um decreto governamental que reiterou a proibição de exploração de urânio na área, anos atrás.   Especialistas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) dizem que o perigo representado pelo urânio de Shinkolobwe é baixo, já que enriquecê-lo até o grau em que possa ser usado como arma envolveria um processo extremamente sofisticado.   Além de urânio, a região é rica em cobre e cobalto, e as autoridades congolesas acreditam que uma das mineradoras que exploram esses outros metais possa estar envolvida no despejo de material no rio.

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