Tempestade tropical provoca oito mortes no Caribe

Enxurradas causadas pelatempestade tropical Olga mataram pelo menos sete pessoas naRepública Domincana e deixaram 30 mil desabrigados, disseramautoridades na quarta-feira. Em Porto Rico, um outro homemmorreu vítima de um deslizamento de terra. A tempestade perdeu força na quarta-feira ao sair da ilhaHispaniola (onde ficam a República Dominicana e o Haiti) eavançar para oeste pelo Caribe, mas o Centro Nacional deFuracões dos EUA disse que as enchentes continuam sendo umaameaça. Às 10h (13h em Brasília), o centro da tempestade estava 120quilômetros ao sul de Guantánamo, em Cuba, avançandorapidamente a 37 quilômetros por hora, o que poderia fazer comque chegasse à península do Yucatán (México) até sábado. Olga tem ventos regulares de 65 quilômetros por hora, omínimo para que seja considerada uma tempestade tropical, emeteorologistas prevêem que se dissipe até quinta-feira. Antes disso, deve provocar mais chuvas na Hispaniola, ondeo total pode atingir 250 milímetros, no sudeste das Bahamas eno leste de Cuba. O rio Yaque del Norte transbordou na localidade de Santiago(norte da Dominicana), matando um menino, duas mulheres equatro homens. A polícia teve de retirar centenas de presos de uma cadeiainundada. Nas ruas, a água submergia e virava carros. Empânico, moradores se refugiaram em telhados e árvores.Helicópteros partiram ao amanhecer em busca de vítimas ilhadas. Várias outras comunidades ficaram isoladas devido àdestruição de pontes e estradas. Há muitos desaparecidos nomontanhoso interior do país. Em outubro, a tempestade tropical Noel matou pelo menos 89pessoas na Dominicana. Em Porto Rico, uma queda de barreira numa rodovia a oestede San Juan, na madrugada de quarta-feira, feriu o motorista deum carro e matou seu passageiro, um rapaz de 23 anos, segundo apolícia. Outras barreiras fecharam várias estradas nasmontanhas do centro da ilha. Olga, a 15a tempestade a receber um nome nesta temporada,formou-se perto das ilhas Virgens na segunda-feira, 10 diasapós o fim oficial da temporada de furacões no Atlântico e noCaribe (de junho a novembro). As tempestades tropicais se alimentam da água quente dosmares, por isso é raro que elas aconteçam em dezembro noHemisfério Norte. Desde que os registros começaram, em 1851, éa 17a vez que isso ocorre. (Reportagem adicional de John Marino em San Juan e JaneSutton em Miami)

MANUEL JIMENEZ, REUTERS

12 de dezembro de 2007 | 19h22

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