Tempestade Olga mata ao menos 22 pessoas no Caribe

Na República Dominicana, ao menos 35 mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas por causa do fenômeno

REUTERS

13 de dezembro de 2007 | 17h45

O número de mortes causadas pelatempestade tropical Olga no Caribe atingiu 22 nestaquinta-feira, após enchentes matarem pelo menos 19 pessoas naRepública Dominicana, onde 35 mil pessoas foram forçadas adeixar suas casas, informaram autoridades do país. A tempestade, rara para o mês de dezembro, matou duaspessoas -- uma mulher e um menino de 3 anos -- no Haiti, quedivide a ilha com a República Dominicana. Em Porto Rico, umhomem morreu. Na República Dominicana, o rio Yaque del Norte transbordoue inundou grande parte da zona baixa da cidade de Santiago, asegunda mais importante do país e localizada 176 quilômetros aonorte de Santo Domingo, disse o boletim oficial do país. O nível do rio subiu a níveis sem precedentes devido àabertura das compotas da represa de Tavera, no norte do país.Durante a madrugada, o volume de água na represa começou aultrapassar a capacidade máxima dela e foi necessário diminuira pressão para evitar uma tragédia pior, afirmaram asautoridades. Das 35.280 pessoas expulsas de casa, 3.727 foram levadaspara abrigos do governo, e o restante buscou refúgio junto aparentes e amigos, afirmou o centro de operações. No país todo, 76 povoados estão sem comunicação, trêspontes caíram e 6.896 casas foram atingidas pela fúria dosventos e das águas. A tempestade Olga também provocou danos consideráveis nasredes elétrica e de abastecimento de água potável em Santiago eem outras cidades da região noroeste, disse o vice-presidenteexecutivo da Corporação Dominicana de Empresas Elétricas,Radhamés Segura. O Serviço Nacional de Meteorologia disse na quinta-feiraque a tormenta continua provocando chuvas intensas em pontosisolados das regiões noroeste, norte e nordeste do país, nacordilheira Central, no vale del Cibao e na fronteira com oHaiti. O Centro de Operações de Emergência disse que manteve, em29 das 32 Províncias do país, o nível de alerta no vermelhopara inundações. O presidente dominicano, Leonel Fernández, quena quarta-feira visitou as áreas afetadas de Santiago, mandouque o governo lance de imediato um plano de recuperação. Em grande parte do país, os serviços essenciais começavam ase normalizar, e o Ministério da Educação determinou a retomadadas aulas, suspensas desde terça-feira nas escolas públicas eparticulares. A tempestade Olga é a segunda a atingir a RepúblicaDominicana em menos de um mês. A tempestade Noel, que provocoufortes chuvas no país no final de outubro, matou ao menos 89pessoas, deixou outras 42 desaparecidas e provocou grandesdanos na malha viária e nos setores agrícola e de serviçosbásicos. (Reportagem de Manuel Jiménez)

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