Tempestade Nicole mata oito pessoas na Jamaica

A tempestade tropical Nicole, que se dissipou ao chegar à Flórida nesta quarta-feira, causou inundações que mataram oito pessoas na Jamaica e levou fortes chuvas a Cuba, Ilhas Cayman e Bahamas.

KEVIN GRAY, REUTERS

29 de setembro de 2010 | 17h56

Esse ciclone vasto e irregular oscila no limite mínimo para ser considerado uma tempestade tropical, o que levou a divergências entre meteorologistas de Cuba e Estados Unidos.

O Centro Nacional de Furacões (CNF) dos EUA, em Miami, estimou seus ventos regulares em 65 quilômetros por hora, um pouco acima do mínimo (63 quilômetros por hora), a partir do qual as tempestades recebem um nome.

Para os meteorologistas cubanos, os ventos eram de 59 quilômetros por hora. "Não existe tempestade tropical", disse pela TV local o meteorologista-chefe do governo, Jorge Rubiera.

Os meteorologistas norte-americanos afirmaram que o centro de circulação da tormenta está mal definido, mas se encontrava na tarde de quarta-feira cerca de 130 quilômetros a nordeste de Havana.

"É um sistema marginal", disse o especialista em furacões Richard Pasch, de Miami. "A interpretação deles (cubanos) é que eles não acham que seja uma tempestade (...). Eles estão de um lado da margem, e nós estamos no outro", acrescentou.

O ciclone avança para norte-nordeste e deve passar para o Atlântico na quarta-feira, entre a Flórida e as Bahamas, dissipando-se ainda mais no fim de semana ao encontrar a costa leste dos EUA, na altura da Carolina do Norte e Carolina do Sul.

Seja ou não classificada como tempestade tropical, Nicole pode causar chuvas perigosas. Na Jamaica, as inundações repentinas provocadas pelo ciclone fizeram com que dois idosos fossem levados pela correnteza e morressem afogados, em lugares diferentes.

Em Kingston, a capital, uma casa desabou perto da embaixada dos Estados Unidos. Um menino foi resgatado por populares, mas as outras seis pessoas que estavam na casa foram arrastadas pela enxurrada e morreram afogadas.

Em Cuba, a parte mais castigada foi o centro da ilha, interrompendo uma prolongada seca que já causava escassez de água. A província de Sancti Spiritus recebeu quase 200 milímetros de chuva.

"Essas chuvas são um presente do céu. Tomara que durem dois ou três dias", disse Mariela Diaz, funcionária de um escritório em Sancti Spiritus.

As Ilhas Cayman, parte de Cuba e as Bahamas estão em estado de alerta, que foi suspenso na Flórida porque o ciclone seguiu mais a leste do que se esperava. Mesmo assim, o sudeste do Estado deve ter chuvas fortes.

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