Tempestade Fay ganha força e castiga a Flórida

A tempestade tropical Fay avançou pelogolfo do México e atingiu o sudoeste da Flórida na terça-feira,provocando fortes chuvas, mas poucos estragos. Diferentemente do que previam os meteorologistas, atempestade não virou furacão. Às 13h (14h em Brasília), seucentro estava perto do lago Okeechobee, centro-sul da Flórida,segundo o Centro Nacional de Furacões. Ao contrário do habitual, a tempestade ganhou força aoentrar na península da Flórida e perder o contato com a água domar. Ocorre que sua trajetória passava por lugares muitoquentes e pantanosos, de modo que ela não teria "percebido" quejá chegara à terra firme, conforme explicou o meteorologistaCorey Wilton, do Centro de Furacões. Seus ventos regulares alcançam 105 quilômetros por hora.Está mais forte do que quando passou pelas ilhas Key, mas aindaabaixo do limite mínimo dos furacões (119 quilômetros porhora). A sexta tempestade da temporada -- que promete ser agitada-- provocou ventos e chuvas fortes no sul da Flórida, o que temseu lado bom, já que a região carece de água devido à forteexpansão imobiliária dos últimos dez anos. Autoridades locais disseram que os estragos se limitaram aruas inundadas e quedas de árvores e postes. Cerca de 111,4 mildomicílios e empresas ficaram sem energia em 32 condados daFlórida. Em Fort Lauderdale, um rapaz que queria aproveitar ovento para fazer kite-surfe foi arremessado na praia e de lácontra um edifício, ficando ferido. No Caribe, porém, Fay havia deixado mais de 50 mortos, amaioria no Haiti, onde um ônibus foi arrastado ao tentar cruzarum rio que transbordara. Os meteorologistas prevêem que Fay cruzará toda a Flórida evoltará para o Atlântico antes de fazer uma curva e regressarao nordeste do Estado. A tempestade não ameaça as plataformasde petróleo do golfo do México, mas, por precaução, algumasempresas retiraram seus funcionários de lá. A cotação do suco de laranja disparou na segunda-feira,devido aos temores pelas plantações da Flórida. Especialistas,no entanto, dizem que só haveria prejuízos se a região sofressevárias tempestades bem mais fortes, como em 2004 e 2005. (Reportagem adicional de Scott Disavino, em Nova York; JimLoney e Jane Sutton, em Miami)

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