EFE/Raúl Caro
EFE/Raúl Caro

Temperatura média em março foi a mais alta para o mês desde 1880

Segundo a NOAA, a temperatura média sobre a Terra no mês passado foi de 12,7ºC: 1,22ºC acima da média do século XX

Fábio de Castro, O Estado de S. Paulo

19 Abril 2016 | 18h17

O ano de 2016 teve o mês de março mais quente dos últimos 137 anos, segundo a agência americana de Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês). 

Em comparação com a média global das temperaturas de março no século 20, o mês passado foi 1,07°C mais quente, quebrando o recorde de temperaturas registradas para o mês desde 1880, quando a NOAA começou a fazer o monitoramento sistematicamente.

Segundo a NOAA, março deste ano também foi o 11.º mês consecutivo a quebrar o recorde de temperaturas altas já registradas para o respectivo mês.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM), órgão das Nações Unidas para o clima e o tempo, comentou que “os recordes globais de temperatura foram esmagados novamente em março”. 

O órgão prevê que 2016 deverá quebrar os recordes de 2015, que em janeiro foi anunciado - pela NOAA e pela Nasa - como o ano mais quente da história. O ano passado já havia superado 2014, que até então havia sido o ano com as temperaturas mais altas desde 1850.

De acordo com Carlos Rittl, secretário executivo do Observatório do Clima, os sucessivos recordes de calor mostram a necessidade de levar a sério a questão climática. “Esses números revelam que a emergência é muito maior do que as pessoas imaginam. Mostram também que não há mais tempo a perder: os governos precisam mostrar comprometimento e agir rápido”, disse Rittl.

Cantareira. Com o calor intenso e a falta de chuva, o nível de água armazenada nos diversos mananciais que abastecem a Grande São Paulo parou de subir nos últimos dias e até baixou. Segundo a Sabesp, em 19 dias choveu apenas 0,9 mm sobre o Sistema Cantareira. A média para este mês é de 89 mm.

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