Técnicos fazem operação para ter acesso a reator de usina no Japão

Objetivo é conter poeira radioativa; na terça-feira, completam-se 100 dias da tragédia

Agência Brasil

20 Junho 2011 | 10h56

A empresa que administra a usina nuclear de Fukushima Daiichi no Nordeste do Japão, a Tokyo Electric Power Co (Tepco), abriu nesta segunda-feira de madrugada as portas do edifício onde está o reator 2. O objetivo é tentar reduzir a umidade que se concentra no local. A operação já dura mais de oito horas. Na terça-feira, 21, completam-se 100 dias da maior tragédia da história recente do Japão. Pelo menos 25 mil pessoas desapareceram em decorrência do terremoto seguido por tsunami, em 11 de março.

Com a operação, os especialistas querem conter a poeira radioativa, descontaminar a área e medir os níveis de radiação e, assim, ajustar os equipamentos de medição. A Tepco também planeia injetar nitrogênio nessa unidade para evitar eventuais explosões.

Paralelamente, a direção da Tepco vai tentar reduzir os níveis elevados de radiação detectados no fim de semana no edifício do reator 4 – que estava parado desde o dia 11 de março, quando houve o terremoto seguido por tsunami, provocando os abalos na usina gerando os acidentes nucleares.

O objetivo do comando da Tepco é descontaminar a água acumulada nos reatores 1, 2 e 3, onde há mais de 110 mil toneladas de material radioativo. A água, segundo as autoridades, será usada para refrigeração da usina. A previsão é que o trabalho acabe em 2012.

Desde os vazamentos e explosões nucleares, cidades inteiras ao redor da usina foram esvaziadas. As autoridades japonesas proibiram o consumo de água e alimentos oriundos da área. O objetivo é evitar o risco de contaminação radioativa na região.

*Com a agência pública de notícias de Portugal, a Lusa, e a rede estatal de televisão do Japão, a NHK.

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