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Tartaruga dada como extinta é redescoberta em Mianmar

Animal é apreciado na culinária e na medicina tradicional, o que aumenta seu risco de desaparecimento

AP,

07 Setembro 2009 | 11h39

A rara tartaruga da floresta Arakan, que já foi dada como extinta, foi redescoberta em uma remota mata de Mianmar, o que aumenta a chance de salvar o réptil depois que a caça quase destruiu a população, informam cientistas.

 

O pesquisador americano Steven Platt e su equipe, da Sociedade de Conservação da Vida Selvagem, descobriram cinco exemplares do animal em maio, durante uma avaliação da vida selvagem no Santuário de Elefantes Rakhine Yoma.

 

O santuário contém áreas de floresta impenetrável de bambu, com as únicas trilhas abertas pela passagem dos elefantes, disse Platt.

 

Ele afirmou que sua equipe conseguiu chegar à área por meio de um barco e teve de suportar chuvas torrenciais e sanguessugas antes de encontrar a primeira tartaruga Arakan, em 31 de maio.

 

"Neste momento, todas as agruras da viagem foram esquecidas", disse ele.

 

Nativas dos montes Arakan do oeste de Mianmar, as tartarugas foram dadas como extintas por quase um século, até que começaram a aparecer nos mercados de alimento da Ásia em meados dos anos 60.

 

O nome local das tartarugas é pyant cheezar, ou "tartarugas comedoras de fezes de rinoceronte".

Rinocerontes de Sumatra frequentavam a área, até que foram caçados até desaparecer, há 50 anos.

 

Cientistas atribuem o quase desaparecimento das tartarugas a sua popularidade como ingrediente culinário e medicinal. Com o nome científico de Heosemys depressa, ela é listada como criticamente ameaçada pela União Internacional de Conservação da natureza e Recursos Naturais, e se mostrou difícil de criar em cativeiro.

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