Tailândia (PA) fecha lojas e prédios públicos temendo violência

Os sindicatos de trabalhadores e de patrões da indústria madeireira de Tailândia responsabilizam as autoridades

Carlos Mendes, da Agência Estado,

21 de fevereiro de 2008 | 19h27

O medo de saques e a possibilidade de novos distúrbios, como os provocados na terça-feira, 19, por empregados de serrarias fechadas pelos órgãos ambientais, durante operação contra desmatamento e extração ilegal de madeira, fizeram com que muitos comerciantes mantivessem suas lojas fechadas na cidade paraense de Tailândia, a 240 quilômetros de Belém.   Apesar de protestos, Pará vai manter ação contra desmatamento   Alguns prédios públicos e escolas também não funcionaram, mesmo com a presença de homens do Batalhão de Choque da Polícia Militar, enviados da capital paraense, patrulhando as ruas fortemente armados.      A sede do Poder Judiciário no município, onde funcionam também o Ministério Público e a Defensoria Pública, foi invadida pelos manifestantes durante o protesto e escapou de ser incendiada graças à chegada da Polícia Militar.   Mesmo assim, portas foram quebradas e os computadores, jogados ao chão. Processos também foram rasgados e espalhados pelas salas. Em nota, o Tribunal de Justiça informou que o Fórum está fechado para reparo dos prejuízos e só voltará a funcionar quando houver garantia para o trabalho de juízes, promotores e defensores.     "Ninguém vai fazer mais quebra-quebra nem bagunça por aqui", prometeu o comandante militar da operação, major Osmar Albuquerque. Ele informou que quatro homens presos e apontados como líderes dos atos de vandalismo serão processados por danos ao patrimônio público e formação de quadrilha.     Os sindicatos de trabalhadores e de patrões da indústria madeireira de Tailândia preferiram responsabilizar as autoridades federais e estaduais pelos distúrbios, afirmando que o fechamento das serrarias deixou 2 mil desempregados.   A governadora Ana Júlia Carepa prometeu endurecer a fiscalização contra a extração ilegal de madeira, enquanto a direção do Ibama anunciou que seus fiscais retornarão ao município para vistoriar mais 130 serrarias.

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