Supermercados defendem-se de acusação do Greenpeace

O Greenpeace diz que a criação de gado da Amazônia é o maior propulsor de desmatamento do mundo

01 Junho 2009 | 19h26

O Grupo Pão de Açúcar, o Carrefour e o Wal-Mart, três grandes redes de supermercados citadas no relatório do Greenpeace como consumidoras de produtos gerados a partir da devastação da Amazônia, enviaram notas à imprensa reafirmando compromissos com o meio ambiente e com a legislação ambiental.

 

linkGado é alvo difícil em luta para proteger Amazônia

 documentoVeja a íntegra do relatório (em inglês - arquivo de 60 MB)

especial A evolução do desmatamento na Amazônia

 

O Greenpeace diz que o gado da Amazônia é o maior propulsor de desmatamento do mundo, e acusa grandes produtores e exportadores de carne e derivados de avançar sobre a floresta. Esses produtores seriam também fornecedores de grandes redes varejistas.

 

O Pão Açúcar, em sua resposta, afirma manter "vários mecanismos e ações como forma de coibir o comércio de produtos ligados às cadeias produtivas da pecuária que não cumpram legislações trabalhistas e ambientais".

 

"Em relação ao fato apontado pelo Greenpeace, a empresa informa que já convocou seus fornecedores para  esclarecimentos a respeito das alegações", diz a nota.

 

O Carrefour, por sua vez, afirma que só comercializa produtos provenientes de contratos que "seguem rigidamente as formalidades legais, exigidas pelas entidades reguladoras". O grupo acrescenta que "está sempre disposto a dialogar no sentido de aprimorar suas práticas sustentáveis".

 

Já o  Wal-Mart informa que "considera muito graves as acusações do relatório do Greenpeace sobre a Amazônia", acrescentando que "vai cobrar imediatamente esclarecimentos das redes de frigoríficos do Brasil".

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