Sobe para 77,7 toneladas de peixes mortos no Rio

Reprodução de alga ainda não identificada pode ser causa do acidente ambiental na Lagoa Rodrigo de Freitas

Débora Thomé, de O Estado de S. Paulo

01 Março 2010 | 11h53

A Companhia de Limpeza Urbana do Rio (Comlurb) constatou no domingo que a mortandade de peixes na Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul carioca terminou. Mas continua o trabalho de limpeza. Desde sexta-feira, foram recolhidas 77,7 toneladas de peixe, tanto no espelho d'água quanto nas margens. Para amenizar o mau cheiro, a ciclovia no entorno da lagoa está sendo lavada com desinfetante e inibidor de odores.

 

De várias espécies, os peixes começaram a morrer na manhã de sexta-feira. A secretária de Estado do Ambiente, Marilene Ramos afirma que a reprodução acima do normal de uma alga ainda não identificada pode ser a causa do acidente ambiental. De acordo com Marilene, a medição na água feita no início da semana havia constatado nível alto do micro-organismo (400 mil); o índice encontrado anteontem foi de 1,8 milhão.

 

A secretária disse que um dos motivos para a alta proliferação da alga foi a queda brusca de temperatura, depois de semanas de sol forte. Segundo Moscatelli, ocorreu um efeito bola de neve: os peixes que morreram e ficaram no espelho d’água acabaram dificultando os demais a também conseguirem oxigênio.

 

De acordo com Moscatelli, esse é o pior acidente com peixes na Lagoa desde 2002. O ambientalista acredita que esteja diretamente ligado ao despejo de esgoto, por causa do rompimento de uma tubulaçaõ na Praia do Leblon.

 

A secretária Marilene Ramos, porém, foi enfática ao negar que a mortandade de peixes da Lagoa tenha a ver com o despejo de esgoto. “A medição indicou que o nível de oxigênio na água está normal. Se houvesse entrada de esgoto, a quantidade de oxigênio teria caído” afirmou.

 

Amostras da água foram recolhidas e enviadas para serem analisadas no laboratório do Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

 

(Colaboraram Clarissa Thomé e Nicola Pamplona)

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