Felipe Rau/Estadão
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Sindusfarma quer mudanças em leis que tratam do destino de medicamentos vencidos

Lauro Moretto, vice-presidente executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo , sugeriu que haja diferenciação entre os diversos tipos de medicamento e o destino que deve ser dado a eles

Giovana Girardi, O Estado de S.Paulo

28 Maio 2014 | 11h46

SÃO PAULO - O Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma) propôs nesta quarta-feira, 28, em evento promovido pelo Estado e pela Fecomércio sobre resíduos sólidos, modificações nos preceitos da lei que tratam da destinação correta para medicamentos vencidos ou não usados mais.

Lauro Moretto, vice-presidente executivo do Sindusfarma, sugeriu que haja diferenciação entre os diversos tipos de medicamento e o destino que deve ser dado a eles.

 

Em proposta enviada ao Ministério do Meio Ambiente de acordo setorial, Moretto disse que foi sugerido que se considere seis grupos de substâncias classificadas como mais perigosas ao ambiente e à saúde da população para que recebam uma logística pontual.

"Para elas (substâncias) teríamos a verdadeira logística. Os outros remédios poderiam ter um tratamento mais simples. Por exemplo, é necessário retornar comprimidos de vitamina C, como se fosse risco para as pessoas? Uma laranja ou limão que cai no chão vai contaminar o ambiente ou por em risco as pessoas ou os animais?", indagou Moretto.

O vice-presidente do Sindusfarma também colocou nessa situação os produtos contendo extratos de plantas medicinais. "Se fossem perigosos, a Amazônia estaria perdida. Eles são biodegradáveis, sofrem decomposição natural", explicou.

Do outro lado, Moretto afirma que, para o que for perigoso, haveria pontos de coleta e depois o material seguiria para uma rota de destruição. "Não tem outro fim se não incineração."

Ele questionou também o plano de deixar nas farmácias caixinhas para a coleta de remédios. Moretto contou que um plano piloto mostrou que o retorno foi pequeno e que muita gente acabou usando a caixa como lixeira. "Talvez fosse melhor fazer campanhas de grandes coletas de tempos em tempos.O volume do que está em domicílio e que não tem como recuperar - é pequeno. Poderíamos fazer modelos de campanha como nos Estados Unidos, onde a cada dois anos há campanha para coleta.

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