Siderúrgica é multada no Rio

CSA foi autuada por poluir o meio ambiente com partículas de óxidos metálicos nos arredores da usina, em Santa Cruz

Agência Brasil

18 de agosto de 2010 | 14h50

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão vinculado à Secretaria do Ambiente do Estado do Rio de Janeiro, autuou nesta terça a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) por poluir o meio ambiente com partículas de óxidos metálicos que se espalharam pelos arredores da usina, em Santa Cruz, na zona oeste do Rio. A multa pode chegar a R$ 2 milhões.

Segundo o presidente do Inea, Luiz Firmino, a existência de equipamentos de controle no local apropriado para fazer o lingotamento evitaria problemas de poluição. Explicou, entretanto, que a companhia está com um excedente de produção de 20%, que está sendo descarregado em poços de emergência.

"Esse ponto é que está gerando essa fuga de material. Então, além da autuação por emissão de material particulado, eles foram notificados a reduzir a produção para se adequar às condições". O prazo estabelecido para que a companhia cumpra a determinação é de cinco dias.

Firmino reconheceu que a fábrica está no início de operação que envolve testes e que problemas podem ocorrer. Advertiu, contudo, que "um poço de emergência não pode ficar sendo usado. Deve ser usado só mesmo em emergência".

Em nota divulgada nesta quarta, no Rio, a CSA, controlada pela ThyssenKrupp, da Alemanha, informou que o serviço de monitoramento do ar no entorno da usina continua ativo. Acrescentou que as informações são repassadas às autoridades ambientais em tempo real, por três estações instaladas na siderúrgica. Segundo a nota, não vêm sendo registradas alterações no acompanhamento.

A empresa informou ainda que as comunidades localizadas nas imediações também estão sendo comunicadas, de forma permanente, das atividades da usina.

"A CSA informa ainda que se encontra em fase de pré-operação e que seu complexo siderúrgico utiliza a mais avançada tecnologia de filtros disponível. Esclarece também que mantém os níveis mínimos de produção de seu alto-forno, recém-inaugurado, para minimizar a emissão de poeira e garantir a segurança operacional".

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão vinculado à Secretaria do Ambiente do Estado do Rio de Janeiro, autuou hoje (17) a CSA, por poluir o meio ambiente com partículas que se espalharam pelos arredores da usina, em Santa Cruz, na zona oeste do Rio. As partículas eram compostas, em sua maioria, de óxidos metálicos, e resultaram de problemas registrados nas máquinas de lingotamento.

Em vistoria efetuada no último dia 13 na siderúrgica e nos locais atingidos, técnicos do Inea constataram que as partículas provinham em sua maioria de operações ligadas ao processo de resfriamento do ferro-gusa após sua produção no alto forno.

A companhia receberá multa por crime ambiental, que pode se estender de R$ 800 até R$ 2 milhões, de acordo com a lei que dispõe sobre as sanções administrativas derivadas de condutas lesivas ao meio ambiente no estado.

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