Setor petroleiro se prepara para tempestade Lee no Golfo

A tempestade tropical Lee ameaça nesta sexta-feira causar chuvas torrenciais e inundações na costa da Louisiana, e plataformas marítimas de gás e petróleo se preparam para ventos e ondas fortes.

KATHY FINN, REUTERS

02 Setembro 2011 | 17h38

A tempestade se desloca lentamente, e deve chegar ao litoral na madrugada de domingo, provocando entre 250 e 380 milímetros de chuvas no sudeste da Louisiana -- inclusive na cidade de Nova Orleans -- ao longo do fim de semana prolongado do Dia do Trabalho norte-americano, segundo o Centro Nacional de Furacões (CNF).

No último boletim do CNF, o olho da tempestade estava cerca de 320 quilômetros a sudeste de Cameron, na Louisiana, com ventos máximos de 65 quilômetros por hora. O trecho de litoral entre Pascagoula (Mississippi) e Sabine Pass (Texas) foi colocado em estado de alerta.

"Preparem-se para o vento, preparem-se para a chuva, ela está vindo e vai ficar por aqui durante um tempo", disse o governador da Louisiana, Bobby Jindal, a jornalistas. Toda a Louisiana e sete condados litorâneos do vizinho Mississippi tiveram estado de emergência declarado.

As plataformas marítimas de gás e petróleo começaram a interromper sua produção e a retirar seus funcionários há alguns dias. Nesta sexta-feira, segundo o governo federal, a paralisação atingia metade da produção de petróleo da região e um terço da produção de gás.

No entanto, a maior parte da produção deve ser retomada assim que a tempestade passar, e a previsão é de um impacto mínimo em longo prazo nas zonas petrolíferas do golfo do México, que respondem por cerca de um terço da produção norte-americana de petróleo e 12 por cento da produção de gás.

A possibilidade de inundações em Nova Orleans, cidade construída abaixo do nível do mar, evoca a lembrança do furacão Katrina, em 2005, que inundou 80 por cento da zona urbana, matou 1.500 pessoas e deixou prejuízos superiores a 80 bilhões de dólares.

O potencial destrutivo do Lee é muito menor, e deve provocar apenas inundações isoladas e passageiras, segundo autoridades de Nova Orleans.

Especialistas preveem também pequenas inundações nas refinarias da região, e uma ressaca com ondas de 1,2 metro, sem causar estragos consideráveis.

Will Hinson, porta-voz da refinaria da Exxon Mobil em Chalmette, na Louisiana, que tem capacidade para 192,5 mil barris de petróleo por dia, disse que a usina está preparada para a tempestade, e continua operando normalmente.

Outras refinarias disseram também estar monitorando a situação.

A Royal Dutch Shell, que opera seis plataformas no golfo do México, afirmou que o impacto sobre a produção até agora foi "mínimo", mas que 500 funcionários foram retirados, e outros ainda podem ser.

Já as empresas BP e Anadarko decidiram paralisar totalmente suas plataformas e retirar todos os funcionários.

(Reportagem adicional de Kristen Hays e Erwin Seba)

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