Sete são acusados por fraude em mercado de carbono na UE

As operações de compra e venda de créditos estão suspensas pela Comissão Europeia; golpe pode ter custado mais de € 5 bi aos governos da UE

The Guardian

26 de janeiro de 2011 | 18h22

Uma investigação sobre uma transação de £38 milhõesem créditos de carbono resultou na acusação de sete pessoas por conspiração para enganar a receita pública e por formação de quadrilha para transferir a responsabilidade penal.

 

A suposta fraude envolve pedidos de reembolso do “Imposto sobre Valor Acrescentado" (VAT como é chamado na União Europeia, basicamente o equivalente europeu do ICMS) de operações fictícias de carbono, e teve um 'efeito carrossel': calcula-se que tenha custado aos governos da UE mais de € 5 bilhões.

 

Presos em Agosto de 2009, os sete homens estão entre um punhado de suspeitos que devem ser acusados pela fraude. São eles: Sandeep Singh Dosanjh, 28, de Londres; Dhanvinder Singh Basra, 25, de Hounslow; Navdeep Singh Gill, 30, de Slough; Sandeep Harry, 26, de Gravesend; Pritpal Singh, 24, de Erith; Ranjot Singh Chahal, 34, de Southall e Kernjit Gill Dhillon, 29, de Slough.

 

Três britânicos enfrentam acusações semelhantes na Bélgica por dragarem € 3 milhões do mercado de créditos de carbono.

 

Os detalhes das acusações foram revelados depois da notícia de que o mercado de carbono da UE permanecerá suspenso até pelo menos a próxima semana, depois que as bolsas falharam na tentativa de melhorar a segurança contra fraudes do gênero. 

 

Uma das maiores empresas europeias de comercialização de permissões para emissões, a ICE Futures, afirmou que suas operações permanecerão suspensas até o dia 1 de fevereiro. As negociações em outras operadoras podem ficar até mais tempo suspensas.

 

A Comissão Europeia, que gerencia o esquema europeu de comercialização de créditos de carbono, disse que só permitirá o retorno das operações de intercâmbio de créditos depois que seus softwares conseguirem garantir o cumprimento das normas mínimas de segurança para as transações. Ela se recusou a fornecer uma previsão de retorno para a compra e venda de créditos de carbono.

 

Os operadores das bolsas não têm conseguido liquidar as operações de carbono na UE desde quinta-feira passada, quando se deu a suspensão das atividades, depois que € 30 milhões de licenças de carbono foram roubados de contas de clientes por hackers na Europa Oriental.

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