Senadores visitarão municípios do 'mapa do desmatamento'

Comissão formada por senadores do DEM, PSDB e PMDB alaviará situação dos 31 municípios listados pelo Inpe

Fabíola Salvador, Agência Estado

04 de abril de 2008 | 16h12

Uma comissão temporária especial do Senado vai verificar, nos locais, o risco ambiental a que estão submetidos os 31 municípios relacionados pelo Instituto Nacional de Pesquisa Especial (Inpe) em seu mapa de desmatamento. A Presidência do Senado designou os senadores indicados pelo DEM, pelo PSDB e pelo PMDB para compor a comissão. As informações são da Agência Senado.   Proposta pelo senador Jayme Campos (DEM-MT), a comissão terá cinco membros titulares e cinco suplentes e o prazo de funcionamento de 12 meses. O DEM indicou para titular o próprio Jayme Campos e para suplente o senador Gilberto Goellner, também de Mato Grosso.   OPSDB indicou como titular Flexa Ribeiro (PA) e como suplente Eduardo Azeredo (MG). Pelo PMDB, farão parte da comissão o líder Valdir Raupp (RO), como titular, e Leomar Quintanilha (TO), como suplente. Até as 13 horas de hoje, os nomes do PDT e do bloco de apoio ao governo não haviam ainda sido indicados.   Ao justificar a proposta da comissão, Jayme Campos afirmou que "o Ministério do Meio Ambiente ameaça punir agricultores de municípios que figuram no chamado "mapa da devastação", organizado pelo Inpe, negando-lhes o direito ao desmate, sem levar em consideração que a maioria das derrubadas na região é feita de forma clandestina.   Ele argumentou que o assunto deve ser tratado com equilíbrio, "nem sob o prisma exclusivo dos preservacionistas, e muito menos pela ótica devastadora dos expansionistas."  Na opinião do senador, para diminuir o desmatamento são necessários investimentos em tecnologia, em pessoal especializado e em educação, além de um plano de manejo que oferte novas alternativas econômicas para os proprietários de terra e para os homens fixados na região.

Tudo o que sabemos sobre:
desmatamentoAmazôniaSenado

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.