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Senadora protocola pedido de CPI para investigar crise ambiental do governo Bolsonaro

Em discurso na Assembleia-Geral da ONU, o presidente atribuiu a índios e caboclos a disseminação do fogo nas florestas e disse haver uma 'campanha brutal de desinformação'

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2020 | 19h51

BRASÍLIA - A líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (MA), formalizou nesta quarta-feira, 23, pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a crise ambiental do governo Jair Bolsonaro e as queimadas no Pantanal e na Amazônia. Na abertura dos debates na Assembleia-Geral da ONU, na terça-feira, 22, o presidente atribuiu a índios e caboclos a disseminação do fogo nas florestas e disse haver uma “campanha brutal de desinformação”, recebendo várias críticas.

A senadora protocolou o requerimento após conseguir as 27 assinaturas necessárias para formalizar o pedido, número correspondente a um terço dos 81 senadores. Para Eliziane, está em curso um “desmonte da governança ambiental no âmbito do Poder Executivo". Caberá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), autorizar ou não a instalação da CPI.

“Culpar índios e caboclos pelos incêndios na Amazônia e no Pantanal, como fez Bolsonaro no discurso para a ONU, é um acinte à inteligência nacional e internacional, uma agressão aos fatos, ao não falar de madeireiros, grileiros e especuladores impatrióticos”, criticou a líder do Cidadania durante discurso no plenário, nesta quarta.

Após o discurso de Bolsonaro na ONU, Alcolumbre disse que o  Congresso está "lutando para dar respostas à proteção das nossas florestas". O senador evitou, no entanto, comentar o teor do pronunciamento do presidente.

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