Victor R. Caivano/AP
Victor R. Caivano/AP

Senado vai ouvir representantes da Chevron sobre vazamentos

Audiência ocorre na quinta-feira; enviados da ANP, do Ibama e do MPF também serão ouvidos

estadão.com.br e Agência Brasil

20 Março 2012 | 12h52

BRASÍLIA - A Comissão de Meio Ambiente do Senado vai ouvir na quinta-feira, 22, representantes da Chevron sobre o vazamento de óleo no Campo de Frade, na Bacia de Campos, identificado na semana passada. Os enviados da petrolífera americana deverão esclarecer as questões dos parlamentares, segundo informações da Agência Brasil.

 

A audiência pública foi convocada pelo presidente da comissão, senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e também contará com os depoimentos de representantes da Agência Nacional do Petróleo (ANP), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Ministério Público Federal (MPF) e o delegado de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da Polícia Federal, Fábio Scliar.

 

No último dia 4, a Chevron comunicou o derramamento de óleo próximo do local onde ocorreu o primeiro vazamento em novembro do ano passado. A ANP criou um comitê formado por técnicos da petrolífera, da Petrobras e da Frade Japão Petróleo - que detêm participação na concessão - para avaliar os novos pontos de vazamento de óleo no solo marinho.

 

Técnicos da agência constataram na última quinta-feira, por meio de filmagens submarinas, cinco pontos de vazamento ao longo de uma fissura de 800 metros de extensão. Foi identificado o aparecimento de gotículas de óleo, em uma vazão reduzida.

 

Na segunda-feira, a Polícia Federal e o MPF acusaram a Chevron de ter utilizado uma pressão na perfuração do poço superior à tolerada de forma premeditada. O excesso de pressão é apontado como uma das causas do vazamento, que estaria "fora de controle". O MPF não descarta pedir à Justiça a prisão preventiva dos executivos da Chevron. O governo federal avalia prolongar a interrupção da exploração de petróleo no campo.

 

Impedidos de sair

 

Uma liminar - concedida na semana passada pelo juiz Vlamir Costa Magalhães, da 4ª Vara Federal Criminal, no Rio de Janeiro - impede a saída do país de 17 executivos e profissionais da Chevron Brasil e da Transocean Brasil, sem que haja autorização judicial.

 

Entre os nomes está o do presidente da Chevron Brasil Petróleo, George Raymond Buck III, de origem americana. A decisão atende a pedido do procurador da República em Campos, Eduardo Santos de Oliveira. Segundo o MPF, os 17 executivos e profissionais ligados à companhia devem ser denunciados à Justiça e processados. Caso isso ocorra, eles terão que entregar os passaportes em Campos. 

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