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Senado dos EUA pode arruinar acordo sobre clima, diz WWF

Para organização, se país não se mostrar mais ambicioso em metas climáticas, negociações fracassarão

Efe,

02 de outubro de 2009 | 15h43

O Fundo Mundial para a Natureza (WWF) advertiu nesta sexta-feira, 2, que as negociações sobre a mudança climática fracassarão, se os Estados Unidos não se mostram mais ambiciosos em suas propostas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa.

 

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"Estados Unidos estão fazendo progressos notáveis, mas se não avança mais em suas propostas, muitos países se verão desmotivados para chegar a um acordo", manifestou a Efe Keya Chatterjee, responsável de WWF-Estados Unidos na reunião sobre mudança climática que Nações Unidas celebra em Bangcoc.

 

Uma nova lei apresentada pelo Partido Democrata no Senado americano, estabelece um corte em 2020 de 20% das emissões a respeito de 2005, em comparação a 17% proposto anteriormente.

 

"Estes níveis não são suficientes para mitigar os efeitos da mudança climática, WWF exige um diminuição nos Estados Unidos de 25% em relação com os níveis de 1990", assinalou Chatterjee, que considera possível que a Administração de Barack Obama adote uma direção nesse sentido.

 

"Temos a capacidade e a tecnologia, só é preciso vontade política", disse o responsável do grupo ecologista.

 

No entanto, Chatterjee lembrou que o esforço que pode fazer Estados Unidos é limitado devido a "oito anos nos quais não se trabalhou para reduzir as emissões de carbono".

 

As emissões dos Estados Unidos se encontram neste momento em 15% acima dos níveis de 1990, enquanto na União Europeia estão abaixo de 6%, levando em conta os 15 países mais industrializados, e 10,7% se incluem os 27 membros.

 

Algumas delegações criticaram que Washington, que não assinou o Protocolo de Kyoto, condicione as decisões em nível internacional às políticas nacionais aprovadas por seu Parlamento.

 

Lumumba Di-Aping, presidente do grupo dos países em vias de desenvolvido e conhecidos por G-77 mais China, criticou à delegação americana por aprovar uma legislação em prol de seu "interesse nacional", sem levar em conta ao resto do mundo.

 

Até o momento, os países desenvolvidos se comprometeram a recortar entre 15% e 30% suas emissões em relação a 1990, abaixo dos 25% e 40% exigidos pelo Painel da ONU sobre Mudança Climática.

 

WWF foi mais longe e lembrou que os países ricos deverão reduzir suas emissões em 20% para 2020 em relação aos níveis de 1990 e 80% para 2050, com o objetivo de evitar que as temperaturas subam acima dos 2 graus Celsius, o que geraria graves danos ecológicos e humanos.

 

O dezembro próximo, durante a reunião de Copenhague os países presentes negociarão um acordo que substitua ao Protocolo de Kyoto, que expira em 2012.

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