Senado da Austrália rejeita projeto para reduzir emissões

Plano do governo reduziria em 25% as emissões de CO2; para oposição, proposta prejudica economia do país

BBC Brasil, BBC

02 Dezembro 2009 | 07h36

O Parlamento da Austrália rejeitou nesta quarta-feira, 2, o projeto de lei que estabelece um mercado de carbono no país. O projeto era o ponto central da política de mudanças climáticas do governo australiano.

 

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O primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, queria que a lei fosse aprovada antes da conferência sobre o clima em Copenhague na próxima semana.

Mas pela segunda vez, o Senado rejeitou o plano. Na véspera da votação, o partido Liberal, de oposição, trocou de liderança devido ao projeto. O senador Malcolm Turbull, que havia prometido apoio à proposta do governo, foi afastado.

Em seu lugar, os oposicionistas elegeram o senador Tony Abbott, que é contra o projeto. Os céticos em relação ao aquecimento global argumentam que a proposta prejudica a economia do país.

A vice-primeira-ministra australiana, Julia Gillard, disse que o governo reapresentará o projeto no ano que vem.

Pela proposta de Rudd, a Austrália cortaria suas emissões de CO2 nos próximos dez anos em 25%, pelos níveis de 2000.

A Austrália é um dos países que mais exporta carvão e está entre as nações com as maiores emissões de CO2 per capita. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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