Satélites do Brasil ajudarão a monitorar mudança climática

Organização Meteorológica Mundial, da ONU, pediu ajuda para agências espaciais de todo o mundo

REUTERS

18 de janeiro de 2008 | 10h50

As agências espaciais dos EstadosUnidos, do Brasil e de outros países aceitaram ceder sua novageração de satélites para ajudar no monitoramento da mudançaclimática, disse nota divulgada na noite de quinta-feira pelaOrganização Meteorológica Mundial (OMM, um órgão da ONU). A decisão foi tomada por autoridades de primeiro escalãodas agências espaciais, durante conferência organizada nestasemana pela OMM em Nova Orleans. "Os esforços de alta tecnologia para melhor entender oaquecimento global foram fortalecidos depois que as agênciasespaciais e meteorológicas do mundo deram seu apoio a umaestratégia da OMM para o uso reforçado de satélites paramonitorar a mudança climática e o clima", disse a nota. O objetivo é que satélites lançados nos próximos 20 anosregistrem constantemente parâmetros como nível dos mares econcentração de gases do efeito estufa na atmosfera. Dirigentes da Nasa, da Agência Espacial Européia e dasagências espaciais do Brasil, Japão, China e Índia participaramdo evento de dois dias em Nova Orleans. "Todas as agências que participaram deram apoio (à novaestratégia)", disse Paul Garwood, porta-voz da OMM. Jerome Lafeuille, diretor da divisão de observaçõesespaciais da OMM, afirmou que o monitoramento da mudançaclimática exige medições prolongadas e contínuas, e que ossatélites são essenciais para isso por revelarem mudanças noquadro global dos oceanos e da atmosfera. Pelo menos 16 satélites geoestacionários e de baixa órbitaatualmente fornecem dados operacionais sobre o clima doplaneta, como parte do sistema global de observações da OMM. (Por Stephanie Nebehay)

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