Satélite japonês vigiará clima na A. Latina, diz Banco Mundial

O Banco Mundial anunciou naquinta-feira a assinatura de um acordo com a Jaxa (agênciaespacial japonesa) para que um satélite ajude a monitorar osefeitos da mudança climática na América Latina. Das geleiras nos Andes tropicais até os mangues da costa dogolfo do México, vários países enfrentam problemas com oaquecimento global e precisam de dados melhores para tomardecisões, segundo a instituição. O Satélite de Observação Terrestre Avançada recolheráimagens com uma aproximação de até a 2,5 metros na Bolívia,Colômbia, Equador, México e Peru, além das Índias Ocidentais,de modo que o Banco Mundial (BM) e os governos envolvidospossam planejar suas políticas. O diretor-executivo da Jaxa, Yasushi Horikawa, disse quehaverá atualizações dos dados a cada 46 dias, permitindo acriação de séries históricas. A situação na região andina é grave porque as geleiras sãoresponsáveis pelo abastecimento de água de cidades como Lima,Quito e La Paz, segundo Walter Vergara, engenheiro químico doBM encarregado desse assunto. No Caribe, o aquecimento da água e o branqueamento dosrecifes de coral ameaçam cerca de 65 por cento das espéciescomerciais de peixes na região, que se reproduzem nessas áreas. O satélite começou a funcionar em 2006, e seus dadoscartográficos já permitiram monitorar o desmatamento einvestigar a retirada ilegal de madeira, segundo Horikawa. A compilação das imagens no satélite se dá por meio desensor óptico e radar, o que permite obter imagens inclusivecom pouca luz ou mau tempo, segundo o executivo. O BM tem um programa de 90 milhões de dólares em projetospara ajudar os países a se adaptar a mudanças naturaisirreversíveis, o que inclui ajudar os andinos a encontrarfontes de água potável para a população como alternativa àsgeleiras, segundo Vergara. (Reportagem de Adriana Garcia)

REUTERS

17 de abril de 2008 | 21h04

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