Sarkozy propõe lançar Organização Mundial do Meio Ambiente

Com a nova instituição, o presidente francês acredita que seja possível reagrupar as agências existentes

Efe,

22 Setembro 2009 | 15h13

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, propôs nesta terça-feira, 22, a criação de uma Organização Mundial do Meio Ambiente para legislar sobre o direito internacional do assunto, tão respeitada como a do comércio.

 

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Com a nova instituição, o presidente francês acredita que seja possível reagrupar as agências existentes. O órgão poderia entrar em operação em 2012, quando deve ser definida a realização da cúpula Rio20, que o Brasil propõe organizar.

 

Sarkozy enfatizou durante a Conferência Internacional que "pela primeira vez na história da humanidade, o objetivo de uma negociação supera o destino de um país, de uma região ou de um continente, porque é preciso decidir o futuro de toda a terra".

 

Ele reconheceu que as negociações internacionais para reduzir as emissões poluentes estão paralisadas e considerou que existem quatro pontos que devem dirigir o êxito da Cúpula da Mudança Climática, que acontecerá em Copenhague em dezembro.

 

Citou a redução de pelo menos 50% das emissões mundiais até 2050.

 

Além disso, para os países desenvolvidos, estima a redução de 80% de suas emissões até 2050 e para os emergentes, redução do crescimento de suas emissões com relação ao cenário atual de aumento, com a ajuda tecnológica e financeira dos países desenvolvidos.

 

Sarkozy abordou ainda a solidariedade ativa com os países mais vulneráveis, os da África e as pequenas nações insulares.

 

O presidente da França disse que assim como o Brasil e os países da bacia do Congo dá prioridade à mobilização para salvar as florestas.

 

A França se disse disposta a assumir a sua parte no financiamento do custo adicional que necessitem os países em desenvolvimento para se adaptarem as medidas, avaliado em 100 bilhões de euro de 2009 até 2020 pela Comissão Europeia.

 

Sarkozy propôs reunir uma nova Cúpula antes de dezembro, em Copenhague, com os chefes de Estado das principais economias, que representam 80% das emissões.

 

Na Cúpula de Copenhague será costurado um acordo mundial sobre a redução de emissões de gases poluentes em substituição ao Protocolo de Kioto de 1997, que expira em 2012.

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