SIMA/Divulgação
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São Paulo ganha 100ª unidade de proteção ambiental de iniciativa privada

Reserva de Vuturussu, que tem parte em uma condomínio residencial em Santana de Parnaíba, tem oito nascentes, 18 cursos d'água e 107 espécies de árvores

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

31 de janeiro de 2020 | 21h29

SOROCABA – Uma área de 161 hectares de rios e matas em plena região  metropolitana onde vivem 53 espécies da fauna silvestre foi reconhecida, nesta sexta-feira, 31, como a 100ª Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) do Estado de São Paulo. A RPPN Vuturussu, parte dela encravada em um condomínio residencial, em Santana de Parnaíba, possui ainda oito nascentes, 18 cursos d’água e 107 espécies arbóreas, algumas ameaçadas de extinção, como o cedro-rosa e a palmeira juçara.

O certificado de reconhecimento foi entregue pela Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente e pela Fundação Florestal à Associação Vuturussu, que administra a área e será responsável pela proteção de sua biodiversidade. A reserva é coberta por remanescentes de mata atlântica, numa região densamente urbanizada. A associação já realiza programas para conservação e enriquecimento da flora na área. Foi instalado um viveiro de espécies nativas para a criação de um banco de sementes coletadas na região. Serão formadas mudas para reforçar as áreas menos cobertas pela floresta.

A reserva já possui trilhas para lazer e educação ambiental dos moradores e vizinhos do condomínio. A nova unidade passará a integrar o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). Criado em 2006, o Programa Estadual de Apoio às Reservas Particulares do Patrimônio Natural apoia as iniciativas de proprietários particulares na criação de reservas ambientais em áreas privadas.

Os proprietários recebem isenção do Imposto Territorial Rural e outros benefícios em contrapartida à conservação integral da unidade. O dono de uma RPPN tem a opção de desenvolver atividades de pesquisa, ecoturismo e educação ambiental, que podem contribuir para a geração de renda no imóvel. O programa estadual já criou 52 unidades, protegendo 17,3 mil hectares. Outras 47, com 4,4 mil hectares, foram criadas no Estado de São Paulo pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão federal.

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