Santiago do Chile tem estado de emergência devido a poluição

A cidade de 6,2 milhões de habitantes estava há dois dias em 'alerta ambiental'; este é o terceiro alerta do ano

Efe

24 Junho 2008 | 16h38

As autoridades de Santiago do Chile decretaram nesta terça-feira, 24, estado de emergência preventiva, o terceiro alerta desse tipo só este ano, devido aos altos índices de poluição atmosférica, informaram fontes oficiais. A declaração de emergência preventiva foi feita dois dias depois de o Governo de Santiago ter mantido a cidade, de 6,2 milhões de habitantes, em "alerta ambiental".   Às 7h da manhã (8h, Brasília), medidores da qualidade do ar mostravam níveis considerados críticos em Cerro Navia, com 396 miligramas de partículas nocivas por metros cúbicos de ar e Pudahuel, com 320.   O município de El Bosque, na área sul, marcava 222 miligramas de partículas, nível considerado ruim, enquanto Santiago Centro anotava 151, um índice regular.   Nesta terça-feira, 24, foi proibida a circulação de 60% dos veículos sem conversor catalítico e de 20% dos que tem este dispositivo.   Também foram paralisadas 847 indústrias e foi recomendado à população "evitar atividades físicas e esportivas exigentes, principalmente nas zonas mais críticas, como são as regiões oeste e sul da cidade".   Em comunicado, o governo da cidade pede que "os menores de cinco anos, idosos, mulheres grávidas e portadores de doenças crônicas evitem transitar por lugares de alta circulação".   Nesta época do ano, a poluição em Santiago, que fica em um vale rodeado de montanhas, aumenta devido à ausência de ventos que dispersam partículas nocivas e a um fenômeno de inversão térmica (temperaturas mais baixas nas camadas inferiores da atmosfera), que mantém os elementos poluentes próximo ao solo.

Mais conteúdo sobre:
MEIO AMBIENTE POLUIÇÃO CHILE

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.