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Salles rebate Venezuela e reafirma que óleo no Nordeste teve origem no país

'A hipótese é que pode ter sido derramado a partir de navios que trafegaram na costa brasileira, e não de campos do governo ditatorial venezuelano', disse ministro do Meio Ambiente após Venezuela negar ter relação com a poluição

André Borges, O Estado de S.Paulo

10 de outubro de 2019 | 15h14

BRASÍLIA – O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, rebateu a posição do governo venezuelano de Nicolás Maduro, que negou, nesta quinta-feira, 10, que a Venezuela tenha relação com o óleo encontrado em ao menos 139 praias do Nordeste brasileiro.

Salles afirmou que a informação confirmada até agora é de que se trata de petróleo de origem venezuelana, o que não significa que o material tenha vazado de poços de petróleo do país vizinho ou que uma embarcação da Venezuela tenha despejado o óleo no litoral brasileiro.

“A indicação de origem venezuelana do óleo se baseia em análise técnica laboratorial da Petrobrás”, declarou o ministro. “A hipótese aventada é que pode ter sido derramado a partir de navios que trafegaram ao longo da costa brasileira, e não necessariamente de campos do governo ditatorial venezuelano”, disse.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) declarou ter “quase certeza” de que o petróleo tem origem em um “ato criminoso”. Até esta quarta-feira, 9, as investigações sobre a origem do petróleo conduzidas pela Marinha e pela Polícia Federal se concentravam em 23 embarcações suspeitas.

O cruzamento de informações aponta que, na região investigada, havia embarcações de diversas origens. O trabalho se concentra em cruzar rotas mais usadas no transporte de petróleo e a direção que as toneladas de óleo tomaram até chegar às praias do Brasil. O rastreamento também tem buscado informações de GPS dessas embarcações.

O material identificado até agora em amostras tem a “assinatura” do petróleo da Venezuela, ou seja, a composição da borra é de origem venezuelana, segundo estudos da Petrobrás e da Marinha.

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