Gabriela Biló/ Estadão - 15/7/2020
Gabriela Biló/ Estadão - 15/7/2020

Salles e Ernesto Araújo se reúnem com John Kerry para discutir pauta ambiental Brasil-EUA

Ficou acertado que os países vão aprofundar o diálogo e manter encontros frequentes 'em busca de soluções sustentáveis e duradouras aos desafios climáticos comuns'

Felipe Frazão e André Borges, O Estado de S.Paulo

17 de fevereiro de 2021 | 22h03

BRASÍLIA - Os ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e do Meio Ambiente, Ricardo Salles, mantiveram nesta quarta-feira, 17, a primeira reunião de trabalho com a mais alta autoridade do governo dos Estados Unidos sobre Mudanças Climáticas, o enviado especial John Kerry.

Segundo nota dos ministérios, eles examinaram “possibilidades de cooperação” em mudança do clima e combate ao desmatamento. Ficou acertado que os países vão aprofundar o diálogo e manter encontros frequentes “em busca de soluções sustentáveis e duradouras aos desafios climáticos comuns”.

Eles conversaram por videoconferência. Foi a segunda reunião entre equipes de alto escalão dos governos Jair Bolsonaro e Joe Biden. Fontes diplomáticas afirmaram que a conversa foi longa e “produtiva”.

Durante cerca de 40 minutos, eles combinaram de manter conversas semanais entre técnicos da área ambiental dos dois governos. Essas reuniões poderão contar, eventualmente, com a participação de Kerry e Salles.

Na semana passada, o chanceler havia mantido uma conversa telefônica com o Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken. Na ocasião, Araújo disse que a agenda entre os países foi “100% positiva”.

Apoiador do ex-presidente Donald Trump, Bolsonaro fez oposição e contestou a eleição de Biden. Agora, tenta construir uma aproximação desde a posse do democrata na Casa Branca, em janeiro, quando enviou uma carta diplomática em tom “construtivo”, segundo análise de diplomatas americanos.

Biden já havia anunciado que a pauta ambiental seria colocada como prioridade na relação entre os países. Na campanha, ameaçou impor sanções econômicas ao Brasil, caso não houvesse ações para conter a alta no desmatamento.

O presidente americano acenou com uma oferta de U$ 20 bilhões na Amazônia e prometeu “reunir o mundo” para cobrar ações e participar da iniciativa, numa abordagem multilateral. Bolsonaro reagiu mal. Disse que a fala foi “lamentável” e que a soberania brasileira era “inegociável”.

No fim do ano passado, ainda no governo Donald Trump, os países inauguraram uma plataforma de conversas, chamada Diálogo Brasil-EUA sobre meio ambiente.

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