Rio+20 é ponto de partida, diz porta-voz da ONU

RIO DE JANEIRO - O porta-voz das Nações Unidas na Rio+20, Giancarlo Summa, admitiu que as negociações em torno do documento que definirá as metas do desenvolvimento sustentável não estão tão avançadas quanto a ONU gostaria até este momento. Mas minimizou o fato, afirmando que a conferência é o ponto "de partida" para a discussão dessas metas, baseadas nos pilares crescimento econômico, desenvolvimento social e ambiental.

Liana Leite, Agência Estado

05 Junho 2012 | 18h00

Ele fez as declarações um dia depois de o diretor do Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma), Achim Steiner, reconhecer a possibilidade da Conferencia das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável não ter resultados relevantes. "A Rio+20 é uma conferência de partida, não de chegada. A partir dela vamos reformular toda a discussão e forma de trabalhar o desenvolvimento sustentável", afirmou Summa, após a cerimônia em que o Riocentro passou oficialmente ao controle das Nações Unidas, por 18 dias.

Para Summa, a principal vitória da conferência seria a assinatura, pelos 193 países membros, do documento com as metas de desenvolvimento sustentável, que começaria a ser colocado em prática em 2016. "Estamos negociando para que a conferência consiga ter o melhor resultado possível, mas o documento (com as metas de desenvolvimento sustentável) é ambicioso. Precisamos do compromisso político dos líderes globais. O que significa encontrar um novo caminho para a sustentabilidade através do desenvolvimento econômico e social em uma situação tão desafiadora que é crise econômica na Europa e nos países ricos".

Ainda segundo o porta-voz da ONU, o documento com as metas de desenvolvimento sustentável vai substituir o das metas de Desenvolvimento do Milênio, que termina em 2015. Desta forma, Giancarlo Summa diz que ainda há um prazo de três anos para definir números e objetivos. Já com relação ao prazo para as obras do Riocentro ficarem prontas para o início da conferência, no dia 13, ele disse que a ONU não está preocupada, mas ratificou que é uma conferência desafiadora pala magnitude do evento.

A cerimônia de transferência do controle do Riocentro aconteceu simultaneamente no Rio e em Brasília para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente e teve o hasteamento das bandeiras da ONU, do Brasil e da Rio+20. Durante o evento na capital fluminense, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, anunciou que este ano o Brasil alcançou a menor taxa de desmatamento da Amazônia desde 1992. O número passou de 13.600 km quadrados de desmatamento em 92 para 6.418 km quadrados em 2012. A pior taxa foi registrada em 2004, quando a Amazônia teve 27 km quadrados desmatados.

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