Ricos têm de compensar África por aquecimento, diz premiê etíope

O primeiro-ministro da Etiópia, Meles Zenawi, pediu que os países ricos compensem a África pelo aquecimento global e afirmou que a poluição no Hemisfério Norte pode ter causado a fome que se abateu sobre o país na década de 1980.

BARRY MALONE E TSEGAYE TADESSE, REUTERS

25 Junho 2009 | 11h41

Uma cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU) marcada para dezembro em Copenhague tentará chegar a um acordo sobre como combater a mudança climática e alcançar um tratado posterior ao Protocolo de Kyoto para reduzir as emissões de carbono.

"A África deve exigir compensações nas próximas negociações em Copenhague", disse Meles, um dos líderes africanos mais ativos quando se trata de temas globais, a jornalistas na quarta-feira.

"(Existem) algumas teorias de que as secas da década de 1980 em grande parte do Sahel, incluindo na Etiópia, se devem em parte à poluição dos países do norte", acrescentou o ex-líder rebelde, que representou a África na cúpula do G20 neste ano.

Um estudo financiado pelo Fórum Humanitário Global, sediado em Genebra, afirmou no mês passado que os países pobres carregam mais de nove décimos do fardo econômico e humano da mudança climática. Apesar disso, os países pobres contribuem com menos de 1 por cento das emissões de carbono que estão aquecendo o planeta, segundo a pesquisa.

"A África será afetada muito significativamente", disse Meles. "Algumas partes do continente podem ficar inabitáveis. Assim, aqueles que provocaram esse dano têm de pagar", afirmou.

"Qualquer acordo em Copenhague que não incluir compensações substanciais para a África será ilegítimo", acrescentou Meles.

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