Relatório diz que macacos correm risco de extinção

Os parentes mais próximos da humanidadeestão à beira da extinção, o que não acontecia com eles há maisde um século, devido à caça e à devastação das florestas ondevivem, segundo um relatório divulgado na sexta-feira. Entre os gibões e langures restam poucas dezenas deespécimes, e um tipo de colobo pode ter tido o mesmo destinoque os dodôs, segundo o relatório sobre os 25 primatas maisvulneráveis. "Pode-se colocar todos os membros sobreviventes dessas 25espécies num só estádio de futebol, de tão poucos que restamsobre a Terra hoje", disse Russell Mittermeier, presidente daentidade Conservação Internacional, com sede nos EUA. Entre essas espécies há grandes primatas, como oschimpanzés e gorilas, e também macacos menores. Eles são muitocaçados para fornecerem comida e remédios tradicionais ou comomascotes, e alguns são aprisionados também para fins depesquisas médicas. Também é comum que se matem na disputa por recursos eespaços, cada vez mais limitados por causa do desmatamento. "Na África Central e Ocidental, a carne de primatas é umitem de luxo para a elite", disse Mittermeier à Reuters portelefone, falando do Camboja. "Aqui é até mesmo para propósitos medicinais, sendo que amaioria das espécies mais valiosas vai para mercados no sudesteda China." Os orangotangos de Sumatra também estão ameaçados porquesão caçados e vendidos como mascotes em Taiwan, acrescentou oconservacionista. Mas bastariam alguns poucos milhares de dólares paraproteger muitos dos animais mais vulneráveis, disseMittermeier, que espera que a divulgação do relatório incentiveas doações a ONGs e estimule o ecoturismo. Os primatas sobreviveram ao século 20 sem a perda de uma sóespécie conhecida -- na verdade, novas espécies são achadasquase constantemente, segundo Mittermeier. Ele acha queproteger esses animais deveria ser relativamente fácil. "Com o que gastamos em um dia no Iraque poderíamosfinanciar a conservação de primatas na próxima década para cadaespécie ameaçada, criticamente ameaçada ou vulnerável quehouver por aí", afirmou. (Reportagem de Emma Graham-Harrison)

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