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Jason Cairnduff/REUTERS
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Reino Unido projeta meta ambiciosa para diminuir as emissões de carbono até 2030

A redução - até 2030 - de ao menos 68% dos níveis de emissão de gases de efeito estufa registrados em 1990 faz parte de 'revolução verde' anunciada por Boris Johnson

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de dezembro de 2020 | 08h57

LONDRES - O Reino Unido vai definir uma meta mais ambiciosa para diminuir emissões de poluentes e colaborar para que o objetivo climático global seja atingido. De acordo com o primeiro-ministro Boris Johnson, o país almeja reduzir ao menos 68% dos níveis de emissão de gases de efeito estufa que tinha em 1990 até 2030, em comparação com os 57% registrados atualmente

Johnson planeja aumentar as ações de preservação do meio ambiente no Reino Unido antes da Conferência do Clima da ONU, a COP 26, que será realizada na Escócia no ano que vem. No mês passado, o primeiro-ministro revelou o que chamou de “revolução verde”, com o objetivo de reduzir emissões e criar 250 mil postos de trabalho. 

O anúncio também acontece antes da reunião da Cúpula do Clima no próximo dia 12, que será organizada pelo Reino Unido e marca o quinto aniversário do Acordo de Paris. “Hoje, nós passamos a liderar com uma nova meta ambiciosa para reduzir nossas emissões até 2030, mais rápido que qualquer outra grande economia”, disse Johnson em um comunicado. 

Em 2019, o Reino Unido se tornou o primeiro país do G7 a aprovar uma legislação com a meta de zerar as emissões de carbono até 2050, o que vai requerer profundas mudanças na forma com que as pessoas viajam, usam energia e se alimentam. 

Como parte da “revolução verde”, o governo disse em novembro que o país iria banir a venda de novos carros movidos a diesel e gasolina a partir de 2030, cinco anos antes do previsto, e prometeu aumentar a geração de energia renovável. 

O Acordo de Paris foi feito para limitar o aumento da temperatura global a 1,5 ºC, o que os cientistas dizem que pode evitar os piores efeitos das mudanças climáticas

Os países que assinaram o acordo devem submeter um plano chamado de Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) para a Convenção do Clima da ONU destacando como vão reduzir as emissões para cumprir as metas do acordo. 

“Esse é o NDC mais significante até agora vindo de uma grande economia”, disse Richard Black, diretor da Unidade de Energia e Inteligência Climática. “Isso estabelece um indicador para outras nações”, completou.  

A União Europeia ainda está definindo se vai aumentar a meta de 2030 para pelo menos 55% das emissões dos níveis de 1990./REUTERS

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